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DEIC eterniza legado do delegado Targino Osório

Espaço onde delegado atuou como titular da DIG passa a preservar oficialmente o nome do policial civil

A família do delegado decerrou a placa, inaugurando oficialmente a sala Dr. Targino Donizeti Osório na DEIC (Foto: Alfredo Risk)

| Por: Adalberto Luque |

A memória do delegado Targino Donizeti Osório, morto em janeiro deste ano, poucos meses antes de completar 50 anos de carreira na Polícia Civil, foi homenageada na manhã desta quarta-feira (30) com a inauguração da sala que leva seu nome na sede da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), no Centro de Ribeirão Preto. A solenidade reuniu autoridades, policiais civis, familiares e amigos do delegado.

A partir da inauguração, a sala destinada ao delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) passa oficialmente a se chamar Sala Dr. Targino Donizeti Osório. O espaço foi também o último local em que Targino trabalhou como delegado titular da DIG.

Filha do delegado, a jornalista Chimene Osório, muito emocionada, destacou a relação de Targino com a Polícia Civil e com a família. “Essa homenagem… Ele faz muita falta. Vai fazer eternamente. Mas a gente é muito grata pela vida dele. Ele sempre soube levar o trabalho e a família muito junto, e então a gente viveu a Polícia Civil também.”

O delegado Targino morreu no ano em que completaria meio século trabalhando na Polícia Civil (Foto: Alfredo Risk)

A outra filha, Michele Osório, lembrou que a sala perdeu os objetos pessoais que faziam parte da rotina do pai, mas ganhou outro significado. “Essa sala hoje não é mais a sala dele porque não cheira mais cigarro e não tem as coisinhas dele aqui, o porta-retrato dele que ele tinha com amigos, com família. Mas é uma honra saber que pessoas vão trabalhar aqui.”

Presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) e amigo de Targino, o investigador aposentado Sebastião Signei de Moraes também participou da homenagem. “As pessoas que não conheceram o Targino devem procurar saber sobre o seu legado e acompanhar o Targino. Targino foi um homem completo: como policial, como pai, como cidadão.”

O delegado divisionário da DEIC, José Carvalho de Araújo Júnior, destacou a convivência profissional com o homenageado. “Ele era uma pessoa que agregava muito e nos ensinou muito com isso. Então eu tive a grata satisfação de fazer parte do rol de amigos e colegas de trabalho.”

Para o diretor do Deinter-3, Tardigo é um exemplo de humildade e de servir à população (Foto: Alfredo Risk)

Diretor do Deinter-3, Jorge Amaro Cury Neto também ressaltou características de Targino. “Um exemplo de humildade, um exemplo de servir à população, uma capacidade de investigação diferenciada, de acolhimento, de conversa…”

Relembre Targino

Targino Donizeti Osório nasceu em Ribeirão Preto e começou a trabalhar ainda aos 12 anos, passando por atividades como ajudante, office boy e auxiliar de controle de qualidade. Aos 19 anos, ingressou na Polícia Civil como investigador.

Depois de concluir o curso de Direito, prestou concurso e tornou-se delegado de Polícia, carreira que exerceu por mais de 32 anos. Ao longo da trajetória, passou por Aparecida d’Oeste, Ituverava, Sales Oliveira, Nuporanga, Sertãozinho e Ribeirão Preto.

O delegado Araújo apontou que Targino era agregador (Foto: Alfredo Risk)

Foi na área de investigações que concentrou grande parte da carreira. Trabalhou durante décadas nas Delegacias de Investigações Gerais (DIGs) de Sertãozinho e, desde 2023, comandava a DIG da DEIC de Ribeirão Preto.

Em Sertãozinho, permaneceu por 18 anos à frente da DIG. Na região, participou da investigação e do esclarecimento de diversos casos, incluindo homicídios e crimes patrimoniais.

Entre os casos mais recentes, já em Ribeirão Preto, esteve à frente das investigações sobre o latrocínio do engenheiro ribeirão-pretano Beto Braga, morto durante uma visita à família no final de 2023. Targino participou diretamente da investigação e foi ao Rio de Janeiro para prender um dos envolvidos.

Outro caso de destaque foi o assassinato do policial militar Dariê Tremura. A investigação utilizou, entre outros elementos, material genético encontrado em uma camiseta abandonada durante a fuga de um dos suspeitos.

Presidente do Sinpol, o investigador aposentado Signei e amigo do delegado homenageado enalteceu Targino como um homem completo como policial, pai e cidadão (Foto: Alfredo Risk)

Conhecido pela experiência na investigação de crimes de autoria desconhecida, Targino também defendia a importância do chamado tirocínio policial, aliado ao uso das ferramentas tecnológicas disponíveis.

Em 9 de janeiro de 2026, após quase cinco décadas de atuação na Polícia Civil, Targino morreu aos 69 anos. Ele havia sido diagnosticado com câncer em estágio avançado e estava internado desde 31 de dezembro de 2025.

A homenagem mantém o nome do delegado no espaço onde exerceu a última função de sua carreira e preserva sua trajetória na Polícia Civil da região.

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