Pacientes com diabetes há pelo menos seis meses sem ir à unidade de saúde estão sendo convocados desde outubro pela Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto. Desde esta sexta-feira, 6 de novembro, passam por consulta e exames na Conexão Glicada, ação que vai até o dia 30 em 31 unidades da rede básica.
A rede pública municipal acompanha hoje 53.196 pessoas com diabetes. O objetivo da ação é recuperar quem se afastou do acompanhamento e colocar em dia os exames de controle da doença.
“O diabetes mal controlado desencadeia uma série de outras doenças, como amputações, cegueira, risco cardíaco, entre outros”, afirma Rute Rezende, enfermeira das ações de doenças crônicas não transmissíveis da secretaria.
Segundo ela, a doença pode não dar sinais por muito tempo. “No início, a doença pode não apresentar sintomas. Muitas vezes, o diagnóstico aparece em exames de rotina, antes mesmo de apresentar sinais”, diz.
“Durante o mês de novembro, intensificamos a busca ativa por pacientes que estão há seis meses sem comparecer na unidade a fim de reduzir complicações da doença e garantir maior qualidade de vida”, afirma.
Os pacientes localizados na busca ativa têm consulta marcada em um dos dias de mobilização. No atendimento, enfermeiros e médicos clínicos gerais vão medir peso e altura, aferir a pressão arterial e pedir os exames que estiverem atrasados.
Os principais são a hemoglobina glicada, que mostra a média da glicose no sangue nos últimos meses, e o exame dos pés, que identifica lesões antes que elas evoluam para feridas graves. A ação marca o Dia Mundial do Diabetes, em 14 de novembro.
A pasta ampliou o rastreio do diabetes e agora, adultos sem sintomas da doença devem ser testados a partir dos 35 anos, e não mais dos 40, como era a orientação anterior. Abaixo dessa idade, a investigação é indicada para quem está acima do peso e tem pelo menos mais um fator de risco.
O rastreio inicial é feito com dois exames, a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada, coletados na mesma amostra de sangue. Desde o dia 3 de novembro, a rede também usa uma nova versão da curva glicêmica, o teste oral de tolerância à glicose. O exame passou a durar uma hora, metade do tempo anterior, e detecta a doença mais cedo.

