O dólar reduziu bastante o ritmo de alta em relação ao real ao longo da tarde, acompanhando a moderação do avanço dos preços do petróleo, e encerrou o pregão desta segunda-feira, 14 de setembro, cotado a R$ 5,1479, ainda em alta de 0,44%. Pela manhã, no momento de maior estresse no exterior, a divisa superou o nível de R$ 5,18, com pico de R$ 5,1830.
Notícias sobre a busca por acordos em torno dos dois conflitos que estrangulam a oferta de petróleo amenizaram os temores de um choque ainda maior nos preços de energia. No início da tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está disposto a fechar um acordo e que Ucrânia e Rússia concordam em suspender ataques à infraestrutura energética de ambos os países.
Depois de se aproximar da marca de US$ 110 pela manhã, com máxima de US$ 109,80, o contrato do barril do Brent para novembro fechou a US$ 105,68, em alta de 1,02% – passando a acumular ganhos superiores a 15% no mês e de cerca de 75% no ano. O repique mais cedo veio após ataques ao oleoduto saudita Leste-Oeste – rota alternativa para o Estreito de Ormuz.
A divisa encerrou agosto com ganhos de 2,16% e cai 0,63% em setembro. Recuou 0,11% na semana passada, após queda de 1,26% na anterior. Em março subiu 0,87% e caiu 4,36% em abril. Cedeu 2,16% em fevereiro e 4,40% em janeiro. Perde 6,22% em relação ao real em 2026. A moeda recuou 10,34% no ano passado, após fechar 2024 com alta de 27,34%.
O Ibovespa – índice de referência da B3 – fechou em queda de 0,91%, aos 185.501 pontos, com mínima de 183.813,36 pontos e a máxima de 187.320,96 no pregão desta segunda-feira. A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a proximidade das eleições presidenciais também estiveram entre os principais focos de atenção do mercado. O volume financeiro negociado ontem somou R$ 24,4 bilhões (com o total na B3 alcançando R$ 24,5 bilhões)
Encerrou agosto com leve queda de 0,33% e ganha 4,56% em setembro. Subiu 1,11% na semana, após alta de 5,40% na anterior. Cedeu 0,08% em abril e 7,22% em maio. Encerrou fevereiro com alta de 4,09% e ganho de 12,56% em janeiro. Fechou 2025 em elevação de 33,95%, melhor desempenho desde 2016 (+38,9%). Caiu 12,75% em 2024 e sobe 15,13% em 2026, após ter chegado a 23,29% em 14 de abril.

