Tribuna Ribeirão
Economia

Dólar sobe 0,98%
e fecha a R$ 5,16


Em alta firme desde o início dos negócios, na contramão do comportamento da moeda americana no exterior, o dólar à vista renovou máximas na reta final do pregão e encerrou o dia perto do nível de R$ 5,10

O real amargou o pior desempenho entre as moedas mais líquidas nesta terça-feira, 11 de agosto. Com máxima de R$ 5,1778, o dólar à vista encerrou em alta de 0,98%, cotado a R$ 5,1608 – maior valor de fechamento desde 7 de julho (R$ 5,1528).

Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY rondou a estabilidade ao longo do dia, na casa de 99,800 pontos. Os preços do petróleo subiram mais de 1% diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz.

O JPMorgan rebaixou a recomendação do Brasil de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente a compra) para neutro, diante do menor espaço para corte de juros e da desaceleração da atividade. O banco observa que os ativos brasileiros geralmente têm desempenho inferior nos seis meses que antecedem as eleições, com aumento da volatilidade.

A divisa terminou junho com valorização de 2,38% frente ao real e recuou 1,79% em julho. Sobe 1,78% em agosto e 1,52% na semana, após terminar a anterior em alta de 0,26%. Em março subiu 0,87% e caiu 4,36% em abril. Cedeu 2,16% em fevereiro e 4,40% em janeiro. Perde 5,98% em relação ao real em 2026. A moeda recuou 10,34% no ano passado, após fechar 2024 com alta de 27,34%.

O Ibovespa – índice de referência da B3 – encerrou a sessão em baixa de 2,50%, aos 167.874,64 pontos, depois de tocar a mínima de 167.568,94 pontos – o menor nível desde 20 de janeiro (166.276,90 pontos) – e máxima de 172.386 pontos. Os saques desses investidores da Bolsa de Valores já somam R$ 5,5 bilhões em agosto, até o dia 7. O giro financeiro foi de R$ 23,6 bilhões.

Terminou junho em queda de 1,01% e avançou 3,47% em julho. Recua 5,77% em agosto e 2,77% na semana, após queda de 3,08% na anterior. Cedeu 0,08% em abril e 7,22% em maio. Encerrou fevereiro com alta de 4,09% e ganho de 12,56% em janeiro. Fechou 2025 em elevação de 33,95%, melhor desempenho desde 2016 (+38,9%). Caiu 12,75% em 2024 e sobe 4,36% em 2026, após ter chegado a 23,29% em 14 de abril.

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