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Educação Climática com Metodologia Francesa 

O projeto é realizado na Mata de Santa Tereza e utiliza a Metodologia Mural do Clima para sensibilizar alunos do ensino fundamental sobre questões ambientais 

Nas visitas monitoradas os estudantes têm contato direto com a natureza e aprendem como conservar a biodiversidade (Reprodução)

Alunos de escolas públicas de Ribeirão Preto estão participando de uma importante iniciativa internacional de educação climática. Em parceria com o Instituto Artesano e o Governo do Estado de São Paulo, a Artesano Urbanismo promove oficinas de meio ambiente na Estação Ecológica da Mata de Santa Tereza, localizada na zona Sul da cidade. 

O projeto utiliza a Metodologia Mural do Clima para sensibilizar alunos do ensino fundamental sobre questões ambientais. Serão dez edições semanais que devem acontecer até o final do mês de junho com diversas escolas, como parte das atividades do mês do meio ambiente, promovendo a conscientização e debates sobre os diversos problemas ambientais. 

Legenda – Mônica Picavêa, diretora de sustentabilidade do Instituto Artesano destaca que o projeto dá aos jovens a informações indispensáveis para evitar desastres climáticos (Reprodução)

A Metodologia Mural do Clima, criada pelo engenheiro francês Cédric Ringenbach, foi adaptada pelo Instituto Artesano para facilitar a compreensão das mudanças climáticas entre crianças e jovens. A abordagem visa decodificar as informações do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), tornando-as mais acessíveis e compreensíveis.  

“É um processo lúdico que integra esses jovens a informações indispensáveis para evitar desastres climáticos, que se tornam uma realidade próxima”, destaca Mônica Picavêa, diretora de sustentabilidade do Instituto Artesano.  

Durante as visitas monitoradas, os alunos entram em contato com ações diárias de suas rotinas e percebem o impacto que isso causa no meio ambiente e sociedade, dentro e fora do seu entorno.   

Os participantes foram organizados em grupos, com cada uma recebendo cartões contendo informações científicas sobre as mudanças climáticas. Em cada rodada do jogo, os participantes devem organizar ações e analisar suas consequências, como queimadas, emissão de CO2 e o efeito estufa. Em outra atividade, os jogadores usam a criatividade para criar desenhos e esquemas relacionados ao meio ambiente. Na etapa final, o grupo discute ações que podem ser tomadas para preservar e recuperar a natureza. 

A primeira ação já aconteceu e reuniu alunos do ensino fundamental da Escola Sesi do bairro Jardim Recreio, mas outras atividades com estudantes de outras unidades escolares estão programadas para os dias 17, 18, 24, 25 e 26 de junho na Estação Ecológica de Ribeirão Preto. 

Após a aplicação da dinâmica, os alunos participam de uma trilha na Mata de Santa Tereza, onde têm a oportunidade de visualizar os impactos da ação humana nas florestas, como o incêndio que atingiu parte da mata em 2014. Contudo, o passeio também é uma oportunidade de contato com a natureza, passando por vegetação nativa, nascentes e com a chance de observar alguns animais da fauna local.  

A ferramenta Mural do Clima conecta os impactos do aquecimento global com suas causas e consequências, abordando questões ligadas às emergências climáticas e os desafios cotidianos que elas impõem. A diretora de sustentabilidade explica que a metodologia demonstra ações práticas e seus impactos socioambientais, ampliando a compreensão dos jovens sobre como suas atitudes influenciam o meio ambiente. Trata-se de uma atividade colaborativa e inventiva que busca educar e conscientizar o público sobre diversos conceitos relacionados às mudanças climáticas. De forma coletiva, os participantes desvendam os aspectos científicos, as causas, as consequências e os impactos das transformações climáticas no planeta. 

Em Ribeirão Preto, a aplicação das oficinas destaca a importância do cuidado com nascentes e matas ciliares, vitais para a região, que é uma das seis no Brasil com maior risco de desabastecimento hídrico, segundo dados do World Resources Institute. “Tragédias climáticas muitas vezes seguem silenciosas, comprometendo comunidades inteiras, como a redução do volume do Aquífero Guarani”, alerta Mônica, reforçando a necessidade de conscientizar as futuras gerações sobre a preservação dos recursos hídricos. 

Regeneração x Sustentabilidade 

Reconhecida por incorporar os princípios de Regeneração socioambiental em seu DNA, seja nas operações corporativas cotidianas, no lançamento de novos empreendimentos ou nas atividades regenerativas das localidades em que atua, a Artesano Urbanismo ostenta o selo de empresa B, certificado socioambiental mais rigoroso do mundo.  

Em breve, a empresa anunciará seu planejamento regenerativo exclusivo para Ribeirão Preto, uma proposta audaciosa de regeneração ambiental. Contudo, desde sua entrada na cidade, a prática da Artesano é deixar mínimos rastros do impacto humano, exemplificado pelo Espaço Conceito, construído de maneira a não gerar resíduos e utilizando materiais reaproveitados do último lançamento, feito de madeira engenheirada, que não deixará resíduos desde a sua construção até a desmontagem, que terá o material reaproveitado em outra estrutura.  

A proposta da Artesano Urbanismo vai além das fronteiras do empreendimento, estendendo-se à recuperação da mata nativa nas proximidades do residencial, que fica próximo à área de amortecimento da Mata de Santa Tereza.  Mônica destaca a natureza regenerativa deste projeto. “Para além da simples recomposição de áreas verdes e florestas, o empreendimento visa ampliar a longevidade e a qualidade de vida da fauna local”, destaca.   

Além disso, ela explica que a iniciativa desempenha um papel vital na revitalização dos recursos hídricos da região, com a capacidade de recarga do Aquífero Guarani sendo potencializada através da reintrodução de matas nativas ao entorno dos cursos d’água.  

De acordo com ela, ao unir visão estratégica, compromisso ambiental e impacto social positivo, a Artesano Urbanismo não apenas se destaca como uma força transformadora no setor imobiliário, mas também como um agente de mudança positiva para o ecossistema e a comunidade de Ribeirão Preto. “Este é mais do que um projeto urbanístico; é uma promessa de renovação, preservação e prosperidade para as gerações presentes e futuras”, afirma.  

Para a aceleração da regeneração das matas, a empresa utiliza métodos de plantio estrategicamente planejados para otimizar a taxa de sobrevivência das mudas e acelerar o crescimento na área de Ribeirão Preto. Isso inclui práticas como o plantio em covas enriquecidas e a aplicação de técnicas avançadas de adubação. Em uma área já demarcada na área do residencial, já possível observar o processo de reflorestamento que foi iniciado com testes envolvendo técnicas de plantio inovadoras, notadamente um cultivo adensado de mudas de espécies nativas.  

 

Duas fotos de alunos durante visitas na Mata 

Crédito – reprodução 

Legenda –   

Nas visitas monitoradas os estudantes têm contato direto com a natureza e aprendem como conservar a biodiversidade 

 

Foto Mônica Picavêa, diretora de sustentabilidade do Instituto Artesano  

Crédito – reprodução 

Legenda – Mônica Picavêa, diretora de sustentabilidade do Instituto Artesano destaca que o projeto dá aos jovens a informações indispensáveis para evitar desastres climáticos 

 

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