Ribeirão Preto registrou superávit de 414 vagas em setembro e de 5.315 em nove meses deste ano, 13,48% abaixo dos 6.143 do mesmo período de 2025
O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os números do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) de setembro. A economia de Ribeirão Preto voltou a registrar superávit, o sexto do ano, além de déficits em agosto, maio e junho (dados revisados). De janeiro a abril e em julho o saldo foi positivo, com queda em dezembro que interrompeu sequência de seis altas consecutivas.
Foram dez resultados positivos e dois negativos em 2025. Em setembro, o superávit foi de 414 novos empregos com carteira assinada, fruto de 12.691 admissões e 12.277 demissões. Avançou 395,71% em relação a agosto – dados revisados de déficit de 65 para 140 postos fechados –, aporte de 554 vagas.
Porém, caiu 39,30% em comparação com setembro de 2025, quando o saldo foi de 682 trabalhadores contratados – 13.385 admissões e 12.703 demissões. São 268 vagas com carteira assinada a menos, indica o Ministério do Trabalho. Em janeiro foram abertas 797 oportunidades, contra 2.273 em fevereiro, 2.014 em março, 180 em abril e 483 em julho e déficits de 446 em maio e 260 em junho.
Os dados são revisados mensalmente. Em nove meses de 2026 o saldo é de 5.315 novas vagas – 120.774 contratações e 115.459 rescisões –, contra 6.143 do mesmo período do ano passado (120.759 carteiras assinadas e 114.616 dispensas), queda de 13,48% e 828 postos a menos. Nos últimos doze meses, contratou 154.930 pessoas e demitiu 152.141, saldo de 2,789.
Com 2.469 carteiras assinadas (15.144 contratações e 12.675 rescisões), fevereiro de 2025 obteve o melhor saldo desde as 2.732 novas vagas de novembro de 2020 (foram 10.197 admissões e 7.465 demissões). O pior resultado da década pertence ao mês de abril do primeiro ano de pandemia, com déficit de 5.667 postos fechados (3.870 contratações e 9.537 rescisões).
Ribeirão Preto terminou 2025 com saldo positivo de 3.617 novas carteiras de trabalho assinadas (dados revisados, 154.915 contratações e 151.298 rescisões). Ficou 46,93% abaixo do superávit de 6.816 novas carteiras de trabalho assinadas (dados revisados) do ano anterior (152.062 contratações e 145.246B rescisões), 3.199 a menos. O saldo de 2024 é 10,61% superior ao de 6.162 empregos formais de 2023 (135.952 admissões e 129.790 demissões), 654 a mais.
Setores – Dois setores da economia ribeirão-pretana fecharam o mês no “vermelho” e três no “azul”. O comércio fechou agosto com superávit de quatro postos de trabalho criados, fruto de 3.438 admissões e 3434 demissões. Em nove meses, contratou 31.554 e demitiu 31.704, déficit de 150 vagas. No ano passado, contratou 43.613 e demitiu 42.883, superávit de 730.
O setor de serviços registrou 7.375 contratações e 6.757 rescisões em setembro, superávit de 618 empregos formais abertos. Em nove meses, contratou 69.157 e demitiu 64.254, saldo de 4.90 vagas. Em 2025, contratou 86.451 e demitiu 84.298, superávit de 2.153.
A construção civil fechou setembro com déficit de 116 vagas fechadas, fruto de 845 admissões e 961 demissões. Em nove meses, contratou 8.896 e demitiu 8.577, superávit de 319 vagas. No ano passado, contratou 11.359 e demitiu 11.387, déficit de 28.
A indústria admitiu 966 trabalhadores e demitiu 1.067 em setembro, com déficit de 101 empregos formais extintos. Em nove meses, contratou 10.209 e demitiu 9.935, superávit de 274 vagas. No ano passado, contratou 12.742 e demitiu 11.996, superávit de 746.
A agropecuária admitiu 67 funcionários e dispensou outros 58, superávit de nove postos abertos em setembro. Em nove meses, contratou 958 e demitiu 989, rombo de 31 vagas extintas. No ano passado, contratou 750 e demitiu 734, saldo positivo de 16.

