Tribuna Ribeirão
DestaqueGeral

Entidades pedem que projeto de aumento de salários não seja votado

Projeto de lei que prevê reajuste salarial para o próximo prefeito, secretários e vereadores está na pauta da sessão desta quinta-feira; ofício assinado por dez entidades da cidade foi encaminhado, para o presidente da Câmara de Ribeirão Preto com cópia para todos os parlamentares

Dez entidades de classe de Ribeirão Preto querem que o projeto de lei da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto que propõe o aumento de salário do prefeito, vice, presidentes de autarquias e fundações, secretários municipais e vereadores, previsto para votação na sessão desta quinta-feira, seja retirado da pauta e adiado. O documento foi protocolado nesta quinta-feira, 23 de fevereiro, na presidência do Legislativo municipal com cópia para todos 22 vereadores da cidade.

Assinam o documento o Instituto Ribeirão 2030, o Observatório Social de Ribeirão Preto (OBSRP), a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo Regional de Ribeirão Preto (CIESP), a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Ribeirão Preto (CDL RP) e o Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP), Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Ribeirão Preto (OAB-RP), Associação das Empresas de Serviços Contábeis de Ribeirão Preto e Região (AESCON), Sindicato dos Contabilistas de Ribeirão Preto e Região (SICORP) e a Associação das Empresas Incorporadoras, Loteadoras e Construtoras de Ribeirão Preto (ASSILCON).

No documento as entidades afirmam que o projeto terá grande impacto no médio e longo prazo para o Município e também para o Instituto de Previdência dos Municipiários (IPM). Argumentam que não há qualquer motivo de prazo que justifique uma votação acelerada sobre o tema, que se mostra muito prematuro para o momento. Que o tema merece maior atenção tanto por conta da falta de debate e tempo hábil para análise pelas entidades signatárias e população.

Diz ainda, que a estimativa de impacto orçamentário e financeiro que consta na proposta – feita pela Câmara -, está incorreta, pois desconsidera que a remuneração do prefeito é o teto do salário dos servidores municipais e que, com a referida correção, automaticamente impactará em todos os servidores ativos e inativos que possuem os vencimentos limitados pelo referido teto. Ademais, haverá também o reflexo no montante que a Prefeitura deverá recolher para o IPM decorrente de tal alteração;

“Assim, entendemos como positivo que Vossa Senhoria possa retirar da pauta o Projeto de Lei nº 22/2023 a fim de que o estudo de impacto financeiro seja elaborado de forma adequada nos termos do art. 113, do ADCT, da Constituição Federal, bem como para que esse projeto possa ser mais bem discutido e aperfeiçoado com a sociedade até porque o mesmo poderá ser apresentado até julho do próximo ano sem prejuízo ao tema”, finaliza o documento.

De acordo com o projeto de lei o subsídio mensal do prefeito passaria dos atuais R$ 23.384,86 para R$ 34.384,86, um aumento de R$ 11.330,66. Já o subsídio mensal do vice-prefeito passaria dos atuais R$ 11.527,10 para R$17.192,43, um reajuste de R$ 5.665,33. O salário dos futuros secretários que recebem o mesmo que o vice-prefeito também seria igual ao dele.

O subsídio dos futuros vereadores subiria dos atuais R$ 13.819,95 para R$ 20.597,25, um aumento de R$ 6.777,30. Por fim, a remuneração dos diretores superintendentes das autarquias municipais e dos presidentes das empresas municipais, cujo controle acionário pertença ao município de Ribeirão Preto, ficaria limitada ao valor do subsídio estabelecido para os secretários – R$17.192,43 – e seria fixada na forma da lei e dos estatutos sociais de cada empresa.

Se for aprovada valerá para os eleitos nas próximas eleições municipais, como determina a Constituição Federal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela estabelece que o subsídio dos governantes tem que ser fixado – caso existe projeto de lei para isso -, pela Câmara municipal até o final da atual Legislatura para vigorar na subsequente.

Segundo a mesa Diretora da Câmara, o reajuste proposto pretende recompor parcialmente os subsídios, já que a inflação acumulada desde a última revisão salarial, ocorrida em janeiro de 2016, é de aproximadamente 45%, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a proposta, com o reajuste estima-se que, para 2025, o impacto orçamentário e financeiro no poder Executivo será de R$1.291.695,24, mantendo se nos anos de 2026 e 2027. Já no Legislativo a estimativa é que, para 2025, o impacto orçamentário e financeiro será de R$1.791.847,20, mantendo-se nos anos de 2026 e 2027. Todos os 22 vereadores assinaram o projeto de lei.

O aumento do salário do futuro prefeito também beneficiará cerca de 583 servidores municipais que nominalmente recebem mais do que o prefeito, mas que por força da Constituição Federal não podem receber mais do que o chefe do Executivo. Em abril do ano passado eles fizeram um movimento para tentar sensibilizar os vereadores a fazerem o reajuste do salário do prefeito. Na época, o chamado “grupo do teto” não obteve sucesso.

Na ocasião eles entregaram um documento aos vereadores em que afirmavam que a prefeitura tem 9.134 servidores na ativa e 6.637 aposentados ou pensionistas, totalizando 15.771 trabalhadores. Deste total, 583 funcionários – 111 da ativa e 472 inativos – ganham, nominalmente, mais do que o prefeito.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Correios enfrentam paralisação nacional

Redação

HC utiliza robô em implante de prótese

Redação

Faesp mobiliza setores contra javalis

Redação

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade