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Espanha supera Argentina e conquista a Copa do Mundo

Fúria domina partida, mas precisa da prorrogação para conquistar seu bicampeonato

Foto: Divulgação/SEFutbol

Por Hugo Luque

A Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 neste domingo (19), no New York New Jersey Stadium, nos Estados Unidos, e conquistou a Copa do Mundo de 2026. Dominante ao longo dos 90 minutos, a Fúria precisou da prorrogação para fazer, com Ferran Torres, o gol do segundo título de sua história.

Campeã em 2010 e neste edição, a Espanha se igualou ao Uruguai, vencedor em 1930 e 1950, e à França, que ergueu a taça em 1998 e em 2018. Os argentinos, que buscavam o bi consecutivo – tetra no geral – chegaram ao quarto vice da história da seleção nacional. Antes, a Alviceleste havia ficado na segunda colocação em 1930, 1990 e 2014.

Após a chuva de gols do último sábado, na vitória da Inglaterra por 6 a 4 diante da França, pela disputa do terceiro lugar, a expectativa era alta para a decisão. Contudo, como de costume, foi um jogo muito estudado. Por conta do medo de perder, nenhum time demonstrou grande vontade de vencer ao longo da primeira etapa.

Atual campeão e em sua provável despedida, Messi foi pouco acionado. O camisa 10, que normalmente não volta para marcar, aguardava os contra-ataques, que raramente aconteciam. A Espanha era dona da posse de bola e do campo ofensivo.

A cada minuto ficava mais claro que a estratégia do técnico Lionel Scaloni era jogar por uma bola, possivelmente a partir dos pés de Messi. Os espanhóis, por outro lado, criavam diversas oportunidades, mas pecavam nas conclusões.

Grande esperança individual dos europeus, Lamine Yamal começou bem o confronto em Nova Jersey. O jovem craque teve duas boas oportunidades dentro da área, mas finalizou em cima de Dibu Martínez na primeira e, na segunda, tentou cruzamento rasteiro, sem sucesso.

Ainda durante a primeira etapa, a Argentina perdeu o zagueiro Lautaro Martínez, lesionado. Incomodado com a postura de sua equipe, que não finalizou durante os 45 minutos iniciais, Scaloni voltou do intervalo com Paredes, volante forte nos chutes de longe e sólido defensivamente.

Os “hermanos”, todavia, pareciam nervosos. Faltas bobas, broncas do árbitro e cartões amarelos evidenciaram o mesmo problema alviceleste das outras fases do mata-mata: a falta de tranquilidade. Após poucas emoções, Enzo Fernández mudou o clima da partida ao receber o cartão amarelo por reclamação, aos 37, e o vermelho por uma falta nos acréscimos.

Já recuada, a Argentina deixou evidente que a luta era para manter o zero no placar. Deu certo nos 90 minutos: igualdade em 0 a 0 e prorrogação. Com um a mais, os espanhóis pararam em Dibu Martínez, melhor sul-americano em campo. Quando foi vencido em finalização de Nico Williams, o goleiro contou com a sorte, pois o árbitro marcou falta de Mikel Merino em Otamendi e o tento foi anulado.

O próprio Merino perdeu mais uma grande chance, de cabeça, na metade inicial do tempo extra. A garra dos argentinos fazia o jogo caminhar para as penalidades, como foi no título de 2022. Logo no primeiro lance da etapa complementar da prorrogação, no entanto, Ferran Torres deu fim ao sonho de Messi. Pedro Porro cruzou, Nico Williams desviou e o atacante marcou o gol do título, assim como Iniesta há 16 anos.

Mesmo com um a menos, a Argentina partiu para cima e Messi, como era de se esperar, chamou a responsabilidade. O craque criou boas oportunidades e viu Giuliano Simeone, aos 14 minutos do segundo tempo, desperdiçar a principal chance. Com o apito final, os espanhóis correram para celebrar, apesar de um princípio de confusão.

Antes de Rodri erguer a taça, a Fifa distribuiu os prêmios da competição, dominados pela Espanha. O volante e capitão da equipe ficou com o troféu de melhor jogador. O zagueiro Pau Cubarsí foi o melhor atleta jovem. Por fim, Unai Simón ficou com a luva de ouro. Messi, ovacionado e com seu nome cantado pelas arquibancadas, chorou e provavelmente se despediu dos Mundiais com mais um vice, seu segundo em três finais.

A próxima Copa do Mundo masculina será em 2030. Os anfitriões serão a própria Espanha, além de Portugal e Marrocos. Em celebração aos 100 anos do torneio, Argentina, Uruguai e Paraguai receberão uma partida cada.

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