Quem frequenta estádios de futebol em São Paulo ou no Rio de Janeiro tem, segundo estudo inédito do Bolavip Brasil, uma chance ligeiramente maior de estar exposto a roubos e furtos no estado paulista.
A Arena NicNet, casa do Botafogo (SP), ficou entre os cinco estádios paulistas mais perigosos para se frequentar. O Canindé, casa da Portuguesa, foi considerado o estádio mais perigoso de todos os estádios paulistas e fluminenses.
Metodologia
O estudo analisou 20 estádios — dez em São Paulo e dez no Rio de Janeiro. Os dez estádios analisados em São Paulo foram os dez usados pelos times paulistas nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Já os dez estádios localizados no estado do Rio foram os dez usados pelos 11 times fluminenses envolvidos nas quatro divisões nacionais em 2026.
Utilizando como fonte os dados disponibilizados pelas secretarias estaduais de segurança de São Paulo e Rio de Janeiro, foram contabilizadas as ocorrências de roubos e furtos nas delegacias que atendem a cada um dos estádios, entre janeiro e junho de 2026. Para permitir a comparação entre regiões com diferentes populações expostas, o levantamento calculou a quantidade de ocorrências para cada 100 mil pessoas.
Canindé lidera ranking de estádios mais perigosos
A maior taxa individual do levantamento foi registrada na região onde está o Canindé, casa da Portuguesa: 1.082 ocorrências por 100 mil habitantes. O segundo lugar também é paulista. A região onde está a Neo Química Arena, do Corinthians, apresentou uma taxa de 881,2 ocorrências por 100 mil pessoas.
O primeiro estádio fluminense aparece na terceira posição. O Conselheiro Galvão, em Madureira, casa do tricolor suburbano, registrou no seu entorno taxa de 823,5 ocorrências por 100 mil pessoas.
Luso-Brasileiro tem a menor taxa
Na outra ponta do ranking está o Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro. A região onde fica o estádio onde a Portuguesa manda suas partidas registrou uma taxa de ocorrências de roubos e furtos de 204,5 por 100 mil pessoas, a menor entre os 20 estádios.
Entre os paulistas, a menor taxa foi observada nos arredores da Vila Belmiro, com 253,1. Fazendo do estádio do Santos o mais seguro para se frequentar entre os grandes clubes de Rio e São Paulo.
Veja o ranking completo dos estádios mais perigosos de São Paulo e Rio de Janeiro:
1º – Canindé (Portuguesa, SP): 1.082 ocorrências por 100 mil pessoas
2º – Neo Química Arena (Corinthians, SP): 881 ocorrências por 100 mil pessoas
3º – Conselheiro Galvão (Madureira, RJ): 823 ocorrências por 100 mil pessoas
4º – Morumbis (São Paulo, SP): 729 ocorrências por 100 mil pessoas
5º – Maracanã (Flamengo e Fluminense, RJ): 706 ocorrências por 100 mil pessoas
6º – São Januário (Vasco, RJ): 655 ocorrências por 100 mil pessoas
7º – Nilton Santos (Botafogo, RJ): 585 ocorrências por 100 mil pessoas
8º – Allianz Parque (Palmeiras, SP): 568 ocorrências por 100 mil pessoas
9º – João Saldanha (Maricá, RJ): 458 ocorrências por 100 mil pessoas
10º – Jânio Moraes (Nova Iguaçu, RJ): 456 ocorrências por 100 mil pessoas
11º – Arena NicNet (Botafogo, SP): 453 ocorrências por 100 mil pessoas
12º – Giulite Coutinho (América, RJ): 443 ocorrências por 100 mil pessoas
13º – Primeiro de Maio (São Bernardo, SP): 430 ocorrências por 100 mil pessoas
14º – Lourival Gomes (Sampaio Corrêa, RJ): 408 ocorrências por 100 mil pessoas
15º – Cidadania (Volta Redonda, RJ): 375 ocorrências por 100 mil pessoas
16º – Brinco de Ouro (Guarani, SP): 362 ocorrências por 100 mil pessoas
17º – Moisés Lucarelli (Ponte Preta, SP): 338 ocorrências por 100 mil pessoas
18º – Alfredo de Castilho (Noroeste, SP): 253 ocorrências por 100 mil pessoas
19º – Vila Belmiro (Santos, SP): 253 ocorrências por 100 mil pessoas
20º – Luso-Brasileiro (Portuguesa, RJ): 204 ocorrências por 100 mil pessoas

