Tribuna Ribeirão
Agro

Fenasucro & Agrocana 
movimenta R$ 14,1 bilhões


Divulgação
A maior feira do mundo voltada exclusivamente à cadeia da bioenergia recebeu profissionais de mais de 80 países em Sertãozinho na semana passada


A 32ª Fenasucro & Agrocana recebeu visitantes de mais de 80 países e ampliou o debate sobre novos mercados da bioenergia global

A 32ª Fenasucro & Agrocana encerrou a edição de 2026 com movimentação de R$ 14,1 bilhões em negócios, contra R$ 13,7 bilhões do ano passado, crescimento de 2,92% e R$ 400 milhões a mais durante os quatro dias do evento, segundo levantamento do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br).junto a expositores.

A maior feira do mundo voltada exclusivamente à cadeia da bioenergia recebeu profissionais de mais de 80 países, reuniu mais de 600 marcas expositoras e cerca de três mil produtos, além de promover mais de 200 horas de conteúdo com especialistas, lideranças e empresas do setor.

A feira foi realizada no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho, na Região Metropolitana de Ribeirão Preto, de 11 a 14 de agosto, com organização e promoção da RX e apoio oficial do Ceise Br. A 33ª Fenasucro & Agrocana já tem data marcada e será realizada de 10 a 13 de agosto de 2027.

O resultado de 2026 reforça a capacidade da feira de conectar fornecedores, compradores e investidores em um momento de expansão dos biocombustíveis e de novas oportunidades para o setor. Para Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, os números refletem a qualidade das conexões geradas durante o evento.

“Chegamos ao fim desta edição com resultados que mostram a força da cadeia da bioenergia. Tivemos compradores, investidores e profissionais buscando tecnologias, novos projetos e soluções para aumentar a eficiência da produção”, afirma.

Segundo Rosana Amadeu, presidente do Ceise Br, a 32ª edição mostrou a dimensão e a capacidade de articulação da cadeia bioenergética brasileira, ampliando oportunidades para a indústria de base nacional.

“Encerramos essa edição com a convicção de que o setor está cada vez mais preparado para ocupar novos espaços no cenário nacional e internacional e para exercer um papel ainda mais estratégico na transição energética e na construção de uma economia de baixo carbono”, frisa.

FenaBio e Atalac –
Em sua segunda edição, a FenaBio reuniu representantes da indústria, do mercado financeiro, do setor produtivo, da academia e do poder público para discutir segurança energética e novas aplicações dos biocombustíveis.

Entre os temas debatidos estiveram combustível sustentável de aviação (SAF), biogás, biometano, bioeletricidade, produção de etanol, geopolítica, inteligência artificial e o uso de biocombustíveis na navegação. Ao todo, mais de mil congressistas passaram pela conferência, que reuniu 70 palestrantes.

Já o 13º Congresso Latino-Americano da Atalac, realizado pela primeira vez no Brasil e paralelamente à Fenasucro & Agrocana, ampliou o intercâmbio tecnológico e comercial entre profissionais brasileiros e estrangeiros por meio de uma programação integrada, que contou com 137 palestras técnicas e científicas, 660 congressistas, 17 países, 54 trabalhos de estudantes e 7 visitas agrícolas e industriais.

Internacionalização – A Fenasucro & Agrocana também recebeu uma agenda da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) voltada à atração de investimentos para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF).

A iniciativa levou ao evento uma delegação de onze empresas de sete países para conhecer o ecossistema brasileiro de bioenergia e estabelecer conexões com potenciais parceiros. As oportunidades prospectadas pela missão representam um potencial estimado de US$ 7 bilhões em investimentos.

Rodadas de negócios – Já as Rodadas de Negócios do Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution, uma parceria entre o Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla Piracicaba) e a ApexBrasil, reuniram 20 compradores internacionais de seis países, além de 58 empresas brasileiras, resultando em mais de 670 reuniões de negócios.

Segundo Henrique Berbert de Amorim Neto, presidente do Apla, o volume de negócios prospectados a partir desses encontros para os próximos doze meses é estimado em cerca de US$ 86,2 milhões, equivalente a cerca de R$ 448 milhões.

No ano passado, o evento movimentou o volume expressivo de R$ 13,7 bilhões em negócios, resultado 28% superior aos R$ 10,7 bilhões registrados em 2024, R$ 3 bilhões a mais, segundo levantamento realizado pelo Ceise Br junto aos expositores. Recebeu mais de 30 mil visitantes.

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