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SASSOM corre o risco de fechar

Postada no site da prefeitura de Ribeirão Preto em 29 de de­zembro, a consulta pública sobre a reestruturação do Serviço de Assistência à Saúde dos Munici­piários (Sassom) já conta com a participação de mil servidores pú­blicos, segundo informa a supe­rintendente Maria Regina Ricar­do. Ela também afirma que sem a alteração, o órgão só terá fôlego para atender neste ano e não so­breviverá em 2019.

No site, o servidor pode consultar uma tabela de remu­nerações que mostra o valor da nova contribuição, que oscila de acordo com a faixa etária e o sa­lário. Atualmente, o funcionário público da ativa paga 5% sobre o valor do vencimento e a admi­nistração entra com mais 5%. Já o aposentado ou pensionista contribui com apenas 5%.

A minuta do projeto de rees­truturação segue em discussão no âmbito do Conselho Deliberativo do Sassom e também no Conse­lho de Entidades do Funcionalis­mo Municipal, o “Conselhão”, que reúne representantes de diversas categorias. De acordo com a su­perintendente, o projeto de lei só será encaminhado à Câmara de Vereadores depois de referenda­do pelos dois conselhos.

Atualmente, o Sassom tem re­ceita mensal de cerca de R$ 5 mi­lhões e despesas de R$ 6 milhões – ou seja, o déficit é de aproxima­damente R$ 1 milhão por mês. Segundo Maria Regina Ricardo, a diferença vem sendo coberta pelas reservas. No entanto, essa garantia, que era de R$ 11 milhões no início de 2017, caiu para R$ 8 milhões neste início de ano.

“A partir de outubro aumen­taram muito os custos médicos e nós ainda tivemos de atender inúmeras ordens judiciais. Não existe a menor chance de se tirar dinheiro da prefeitura. Então, hoje posso dizer sem dúvida que se o Sassom não passar por uma reestruturação agora em 2018, não sobrevive até 2019”, alerta Maria Regina Ricardo.

Sassom – O Sassom surgiu em 6 de novembro de 1961, ou seja, há mais de 55 anos. A autar­quia foi modernizada com a lei complementar Nº 441/95, que dispõe sobre a estrutura jurídica e administrativa, regulamentando e definindo segurados e seus depen­dentes, conferindo a eles os ser­viços de assistência à saúde. Já se passaram 22 anos desde a última reestruturação, período em que o segmento da saúde evoluiu, com tratamentos e tecnologias cada vez mais avançados e caros. “Naquela época a perspectiva de vida era em média de 67 anos e atualmente a expectativa média do brasileiro é de 75 anos”, co­menta Maria Regina Ricardo.

Segundo a superintendente, “em estudos realizados ficou claro que o modelo de contribuição atu­al não é o mais justo para o servidor público”. Segundo ela, a proposta em estudo “leva em consideração duas variáveis, sendo elas a idade do servidor e sua remuneração, a proposta oscila positivamente para idade e remuneração”.

A superintendente dá o exem­plo. Um servidor que possui 50 anos e tem remuneração bruta de R$ 1,8 mil, pagará ao Sassom R$ 88,71. Se possuir dependente de 5 anos sob sua guarda, pagará, após a reestruturação, mais R$ 25,56, totalizando assim R$ 114,27. No modelo atual o mesmo servidor pagaria 5% de sua remuneração para ele e mais 10% de sua remu­neração para o dependente menor, totalizando assim R$ 270, mais de 136% – ônus extra de R$ 155,73.

Mater – Maria Regina Ricardo destaca que a reestruturação não pretende apenas aumentar a recei­ta com as 19 mil pessoas seguradas – servidores da ativa, aposentados, pensionistas e dependentes –, mas também capitalizar a autarquia, viabilizando investimentos na me­lhoria do atendimento aos munici­piários. “Acabamos de credenciar, por exemplo, a Maternidade Sinhá Junqueira (Mater)”, exemplifica a superintendente do Sassom.

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