| Por: Adalberto Luque |
Paulo Henrique Batista, de 42 anos, acusado de matar com seis tiros a ex-companheira, Fabiana Cristina Lacerda Batista, também de 42 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão foi tomada após audiência de instrução realizada no Fórum de Sertãozinho, nesta terça-feira (18).
Batista, réu confesso por ter matado a ex-companheira com seis tiros disparados à queima-roupa, foi pronunciado por feminicídio, com quatro qualificadoras: a vítima era mãe de adolescente, descumprimento de medida protetiva de urgência, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo torpe. Se condenado, pode pegar até 60 anos de prisão.
O crime ocorreu em Barrinha, no dia 2 de maio. O réu teria vindo de Minas Gerais atrás da mulher, com quem viveu por 25 anos, por não aceitar o fim do relacionamento.
A defesa de Batista informou que o homem é réu confesso e não vai se opor ao julgamento pelo Tribunal do Júri. Contudo, afirmou que, diante dos jurados, apresentará sua tese para tentar afastar as qualificadoras.
Relembre o caso
Fabiana Cristina Lacerda Batista, de 42 anos, foi morta a tiros na noite de sábado (2), em Barrinha, na região metropolitana de Ribeirão Preto. O crime ocorreu na Avenida Costa e Silva e foi registrado como feminicídio.
Segundo o Boletim de Ocorrência, a vítima estava dentro de um carro quando foi atingida pelos disparos. Policiais militares encontraram Fabiana já sem vida, com marcas de tiros pelo corpo.
O ex-marido dela, Paulo Henrique Batista, também de 42 anos, foi encontrado caído nas proximidades, depois de ser atropelado e agredido por pessoas que testemunharam a morte da mulher. Ele foi mantido no local até a chegada da Polícia Militar.
De acordo com a investigação, Fabiana e Paulo foram casados por cerca de 25 anos e estavam separados desde fevereiro. Imagens de câmeras de segurança mostram que o suspeito chegou ao local por volta das 18h40 e aguardou a chegada da ex-mulher. O crime ocorreu aproximadamente uma hora depois.
Um revólver calibre 38, com numeração raspada, e seis munições deflagradas foram apreendidos próximo ao local. Uma irmã da vítima, que presenciou o crime, também relatou ter sido ameaçada pelo suspeito e representou criminalmente contra ele.
Paulo foi preso em flagrante e permaneceu sob custódia policial durante o atendimento médico. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, que concluiu pelo indiciamento do acusado.

