Tribuna Ribeirão
Economia

Inflação oficial fecha mês de abril em 0,57%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou abril em 0,57%. Apesar de ter ficado abaixo da taxa de 0,75% de março, o indexador oficial da inflação no país do mês passado é duas vezes superior ao do mesmo período de 2018, de 0,22%, e o mais alto para o mês desde 2016 (0,61%). Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados nesta sexta-feira, 10 de maio.

O IPCA acumula taxas de 2,09% no ano (a maior para o período desde 2016) e de 4,94% em doze meses. A inflação de 0,57% registrada em abril foi puxada pelos gastos com saú­de e cuidados pessoais (1,51%), transportes (0,94%) e alimenta­ção (0,63%). A alta dos preços de remédios, de 2,25%, foi a maior para meses de abril desde 2016, quando o avanço foi de 6,26%.

Os medicamentos foram o destaque de alta da inflação no grupo saúde e cuidados pes­soais e refletiu o reajuste anual autorizado pelo governo federal, em vigor desde 31 de março, com teto de 4,33%. Os preços monitorados foram destaque no IPCA de abril, com alta de 1,03%, ante 0,75% na leitura de março. Além dos remédios, a gasolina, com alta de 2,66%, foi o maior impacto individual, como já havia ocorrido em março.

No segmento de saúde e cuidados pessoais, também pe­saram os reajustes dos perfu­mes (6,56%) e planos de saúde (0,8%). Entre os transportes, além da gasolina, as principais contribuições vieram das passa­gens aéreas (5,32%) e das tarifas de ônibus urbanos (0,74%). Os alimentos foram puxados pelas altas de preços da alimentação fora de casa (0,64%) e de pro­dutos como tomate (28,64%), frango inteiro (3,32%), cebola (8,62%) e carnes (0,46%).

O feijão-carioca, com queda de preço de 9,09%, e as frutas, com queda de 0,71%, evita­ram uma inflação maior. Entre os outros grupos de despesas, apenas os artigos de residência tiveram deflação (queda de pre­ços), de 0,24%. Os demais gru­pos tiveram as seguintes taxas de inflação: habitação (0,24%), vestuário (0,18%), despesas pes­soais (0,17%), educação (0,09%) e comunicação (0,03%).

Os preços monitorados de­vem continuar a pressionar a in­flação de maio. Está no radar o re­ajuste de 3,43% no gás de botijão, em vigor desde 1º de maio (o gás de botijão tem peso de 1,32% no IPCA). Além disso, a conta de luz terá bandeira amarela em maio.

Renda mais baixa
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mí­nimos (R$ 4.990,00), ficou em 0,6% em abril deste ano. A taxa ficou abaixo do 0,77% de mar­ço, mas acima de 0,21% de abril do ano passado. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasi­leiro de Geografia e Estatística, o índice de abril também ficou acima do IPCA, que mede a in­flação oficial e que registrou taxa de 0,57% no mês.

O INPC acumula taxas de 2,29% no ano e de 5,07% em doze meses, também acima das taxas registradas pelo IPCA nos períodos: 2,09% e 4,94%, respectivamente. Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,64% em abril, enquanto os não alimentícios tiveram infla­ção de 0,58% no período.

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