Edwaldo Arantes *
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Aqueles que acreditam e, principalmente, os devotos, no “Dia do Juízo Final”, momento em que Deus vai julgar todas as pessoas, no fim dos tempos.
A concepção vem de textos sagrados como a Bíblia e o Alcorão, sendo ensinada por profetas e líderes religiosos ao longo dos séculos.
Outro sentido em metáfora científica, o significado altera-se para “Relógio do Juízo Final”, criado em 1947 por membros do “Boletim dos Cientistas Atômicos”, contando com nomes como; Albert Einstein, Hyman Goldsmith, J. Robert Oppenheimer e Eugene Rabinowitch.
Ele usa a imagem da meia-noite demonstrando por mestres e pensadores das ciências, quão perto a humanidade está de se destruir com guerras nucleares ou crises climáticas.
O nosso “Dia do Juízo” será nas eleições, garantidas pelo sufrágio universal, pela lisura e segurança demonstrada e garantida pelas urnas eletrônicas, privilégio inegociável.
Importante que forças ajuizadas, sensatas, prudentes, pensantes, democráticas, responsáveis, despojadas de ambições e fanatismos, independente das opiniões e ideologias, possam evitar que aventureiros, falaciosos, irresponsáveis e entreguistas, levem ao caos a oitava economia mundial, nação nascida sob o signo da paz, amante da liberdade, defensora da independente e soberana vontade e determinação dos povos.
Os que amam verdadeiramente a pátria, abstém-se de apologias a outros governos, não desfraldam, hasteiam ou reverenciam um pavilhão que não é o nosso.
O verde do lábaro estrelado retrata nossas matas, coroadas em seis biomas principais.
O amarelo representa o ouro, “Vila Rica do Pilar”, infelizmente, saqueado pela ganância de outros povos que aqui aportaram, pilhando nossos metais e riquezas.
O Azul, o céu, estrelas e constelações, onde o manto celestial assiste aeronaves produzidas pela Embraer cruzando o firmamento, sendo adquiridas pelo mundo.
Nossa bandeira faz parte de todos os pendões que lutam incessantemente contra a opressão, exploração e domínio, isto sim é ser patriota.
Os traidores pretendem em comunhão, promoverem novamente a apropriação indébita, tomando de assalto nossos minerais, terras raras, madeiras, biotecnologias, nossa fortuna, abundância e opulência.
Miremos em heróis, como; Simón Bolívar, José Martí, José de San Martín, Bernardo O’Higgins, Tiradentes, Zumbi dos Palmares,Tamandaré, Ana Néri, juntamente com tantos outros símbolos da resistência, da luta incansável garantindo pátrias soberanas, livres de colonizadores, exploradores e usurpadores.
Temos relações respeitosas, independente de sistemas ou formas de governos com todas as nações, exportando e importando, equilibrando nossa balança comercial.
Com os Estados Unidos da América do Norte, mantemos duzentos anos de relações amigas e comerciais inabaláveis, lamentavelmente arranhadas, déspotas resolveram instigar a potência convencendo-a com alegações falsas, enganadoras e impostoras, no intuito de punir-nos, imputando tarifas, preços e tabelas, injustas, absurdas e descabidas.
Em recente episódio envolvendo uma nação irmã, em cena patética e nefasta, em plena “Terra de Vera Cruz”, um bufão, travestido de primeiro mandatário das “Províncias Unidas do Rio da Prata”, em ato público, resolve da imundície de sua cavidade bucal, jorrando dejetos, tecendo agressões vis e nojentas, violando todos os preceitos e normas da diplomacia, agredindo nosso país, seu presidente e autoridades, pasmem, ao lado de um candidato que o aclamava, ovacionando deslumbrado, dançando, munido de uma tesoura, que certamente, representa cortar o país, entregando suas partes aos ávidos algozes.
Uma das palavras mais desprezíveis e abjetas do nosso léxico, explicada pela quebra profunda da confiança, afeto e lealdade, promovendo a destruição do pacto invisível pelo egoísmo, aniquilação do vínculo, denominada, “traição”.
Existem traidores funestos, nocivos e perniciosos desde Cristo, à época, representado por um de seus doze homens de confiança, seguidores e discípulos, Judas Iscariotes, bajulador e áulico que o entregou, por trinta moedas.
Existe uma legião de desleais, infiéis e traiçoeiros, vagando nas penumbras, sombras e porões, tramando golpes, o poder pela força, impedidos pelas instituições democráticas e as urnas, que os desprezam e abominam.
Impostores, embusteiros, farsantes e mercadores da pátria, disfarçados de homens de bem, portando Bíblias, enganando, a serviço de interesses escusos contra a nação.
Imprescindível se faz termos como lema neste instante profícuo e decisivo, jamais corrermos o risco de voltarmos ao que fomos, vítimas de oportunistas, larápios, bucaneiros, corsários, saqueadores e colonizadores.
Basta apenas e tão somente cultivarmos uma palavra simples, bordada em cinco letras, de importância decisiva e fundamental, dotada de força incomum, capaz de garantir o curso da história na harmonia, escrita na lousa do equilíbrio; JUÍZO.
* Professor, escritor e agente cultural

