Tribuna Ribeirão
DestaqueGeral

Motta preside Subcomissão do Trabalho que propõe jornada de 40 horas e novas regras para a escala 6×1

Brasília, 3 de dezembro de 2025 – O deputado federal Luiz Carlos Motta (PL-SP), titular da Subcomissão Especial vinculada à Comissão de Trabalho que discute o fim da escala 6×1, presidiu nesta quarta-feira (3/12), na Câmara dos Deputados, a reunião em que o relator, deputado Luiz Gastão (PSD/CE), apresentou seu parecer sobre a jornada de trabalho e a escala no comércio e serviços. O texto ainda não foi votado nem representa a posição da subcomissão como um todo.

O parecer propõe a redução gradual da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, sem redução de salário, ao longo de três anos: 42 horas no primeiro ano, 41 no segundo e 40 no terceiro. Na prática, o relator mantém a possibilidade de trabalho em até seis dias por semana (escala 6×1), com repouso semanal remunerado, mas cria novos limites aos fins de semana: sábados e domingos com, no máximo, 6 horas de trabalho por dia e pagamento de 100% de adicional para horas extras realizadas nesses dias. O pacote inclui uma PEC que altera o artigo 7º da Constituição para consolidar a jornada de 8 horas diárias e 40 horas semanais, com transição escalonada, e um anteprojeto de lei complementar que ajusta a CLT, preserva regimes especiais (como 12×36), regula a escala 6×1 e prevê incentivos fiscais para empresas cuja folha represente 30% ou mais do faturamento.

Ao longo do debate, porém, ficou claro que a maioria dos parlamentares da Comissão do Trabalho defendem ir além do parecer apresentado. Motta e outros membros reforçaram que o objetivo central da PEC 8/25 é o fim da escala 6×1 e a migração para modelos como a 5×2, garantindo mais convivência familiar, descanso e saúde para quem trabalha no comércio e nos serviços. Deputados citaram ainda outros projetos em tramitação que tratam da redução da jornada de trabalho, como proposições de autoria da deputada Daiana Santos (PCdoB/RS) e do deputado Vicentinho (PT/SP), apontando a necessidade de construir um texto consensual, que una essas iniciativas em uma solução mais clara pelo fim da 6×1.

Para os trabalhadores, o debate travado na reunião representa uma disputa entre dois caminhos: de um lado, o parecer do relator, que reduz a jornada para 40 horas, mas preserva a lógica da escala 6×1; de outro, a visão defendida por Motta e por diversos membros da Comissão de Trabalho, que querem redução de jornada com mudança real na escala, aproximando o Brasil dos modelos já adotados por grandes empresas que caminham para a 5×2. A avaliação dos parlamentares é que não basta apenas cortar algumas horas da semana se o trabalhador continuar preso a fins de semana extenuantes e a pouco tempo de convivência com a família.

Para os empresários, o tema também é apresentado como uma agenda de transição organizada, com segurança jurídica e previsibilidade. A combinação entre redução gradual da jornada, incentivos fiscais e regras claras busca evitar rupturas bruscas e, ao mesmo tempo, responder à tendência já observada no mercado: cada vez mais empresas de varejo, serviços e hotelaria aderindo, por negociação coletiva, a escalas que garantem dois dias seguidos de descanso. Motta tem defendido que emprego digno, jornada justa e competitividade podem caminhar juntos, desde que o processo seja pactuado com responsabilidade.

Ao final da reunião, presidida por Luiz Carlos Motta, a Comissão de Trabalho aprovou um pedido de vista coletivo, por duas sessões do Plenário, para que os parlamentares possam analisar com mais profundidade o parecer do relator e trabalhar em um novo texto de consenso, alinhado ao espírito da PEC 8/25 e às demais proposições sobre redução da jornada. A expectativa é que, após o prazo de vistas, a Comissão de Trabalho discuta e vote um relatório que rompa de fato com a escala 6×1, avance na direção da jornada de 40 horas com modelos como a 5×2 e garanta equilíbrio entre direitos dos trabalhadores e sustentabilidade das empresas.

Depois de aprovado na Comissão de Trabalho, o texto seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, antes de avançar para o Plenário.

 

Sobre o deputado Luiz Carlos Motta:

Reeleito pelo PL de São Paulo, Luiz Carlos Motta é presidente da Fecomerciários e um dos principais defensores das pautas trabalhistas e municipalistas no Congresso Nacional. É titular da Comissão de Trabalho e suplente nas Comissões de Saúde, Educação e Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

 

Informações para a imprensa:

Comunic Comunicação Estratégica

Elaine Madalhano – (17) 99775-2797 – [email protected]

Victor Augusto – (17) 99182-6188 – [email protected]

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto trabalha na manutenção das caldeiras

Redação

Novas tarifas dos EUA atingem 23,1% das exportações brasileiras

Redação

Tarcísio e Ramuth vem à região neste sábado e domingo

Redação

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade