Tribuna Ribeirão
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O déspota

Tarcísio Corrêa de Melo *
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Procurei em diversas publicações, livros e dicionários um termo que definisse em uma só palavra aquele que manda literalmente nesta nação tupiniquim.Ao pesquisar me deparei com o termo: DÉSPOTA, que, dê acordo com os principais dicionários da língua portuguesa significa: “Diz-se de ou governante que é dotado de poder absoluto e irrestrito e o exerce de modo arbitrário; autocrata, ditador, tirano” (Michaelis) “Que chefia, dirige ou governa de modo completamente autoritário; tirano, autoritário, antidemocrático” (Dicionário on-line de português).

Este adjetivo, DÉSPOTA, traduz literalmente a situação atual de como está sendo governado o nosso país. O mandatário Mór atiçou seu cachorro sem pelos pra cima das presas desprotegidas, e soltou as feras para fazerem, ao seu bel prazer, à caça de todos aqueles que não rezam por sua cartilha ou, não comungam de suas ideias, ou não são coniventes com suas falcatruas.

Tal qual no Coliseu romano, onde os cristãos eram atirados às feras para serem devorados, enquanto a plateia aplaudia a carnificina, inebriada pelas narrativas dos Césares, que lhes prometia pão e circo (hoje a promessa é: bolsa família, vale gás, auxílio reclusão etc…)

O que mais nos espanta é ver o grande número de pessoas que estão totalmente cegas ao que está acontecendo neste país. Jovens universitários, professores, intelectuais, artistas, todos batendo palma e defendendo aquele que leva o Brasil para o buraco.

A fábula “O flautista de Hemelin” retrata muito bem a atual situação que vivemos, naquele conto folclórico alemão o autor relata que como com a música encantadora de uma flauta o protagonista da estória conduz os ratos para fora da cidade, culminando com o extermínio da rataiada, que se afogaram, jogadas ao rio. Hoje não temos flautas nem música, mas temos as narrativas que inebriam o grande número de incautos, que se deixam levar por elas, sem saber que estão sendo conduzidos para um triste abismo.

O DÉSPOTA continua operando à plenos vapores, manda prender, manda torturar, manda matar silenciosamente todos aqueles que atrapalham seus planos nefastos de poder, legislando em causa própria, e pelas causas daqueles que lá o colocaram para defender seus escusos interesses. E, o povo, em geral, assiste a este circo de horrores inertes, sem reação, aguardando que um suposto “Superman” ou “Capitão América” venha lhes salvar.. .Este não vem mesmo! Está ocupado com outros cantos do mundo.

É tanta coisa errada acontecendo, uma sequência ininterrupta de falcatruas sendo descobertas e imediatamente abafadas com sigilos e narrativas que desviam a atenção dos reais problemas, criando a falsa ilusão de que tudo neste país está indo à mil maravilhas. Só que não!!!

Fraudes no sistema bancário, falência dos Correios, lavagem de dinheiro etc… é tanta podridão que o fedor já se espalha pelos diversos cantos da nação, e as “vaquinhas de presépio” continuam dizendo sim ao sistema, sem se dar conta de que caminhamos para um abismo inenarrável.

* Empresário, jornalista, superintendente da Distrital Sudoeste da ACIRP

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