Iniciativa realizada pelo quarto ano consecutivo reúne jazz dance, dança contemporânea e balé clássico
Três modalidades, profissionais convidados e turmas formadas por bailarinos com diferentes níveis de experiência movimentam a Instituição Aparecido Savegnago (IAS), ao longo de setembro, no Núcleo de Dança Wladimir Mendes e Adriano Santos, em Sertãozinho/SP. Realizada pelo quarto ano consecutivo, em parceria com o Ministério da Cultura, a programação de oficinas gratuitas reúne jazz dance, dança contemporânea e balé clássico e
Depois do sucesso da oficina de Jazz Dance, supervisionada pela professora Andréa Barbosa, conhecida como Turu, a programação da IAS continua nos dias 19 e 20 de setembro, com a Dança Contemporânea ministrada pelo professor Tiago Figueiredo, e termina em 26 e 27 de setembro, com a oficina de Balé Clássico conduzida pelo professor Johnny Almeida.

As atividades são abertas não apenas aos alunos da Instituição Aparecido Savegnago, mas também a participantes de outros projetos e profissionais da dança interessados em aperfeiçoar conhecimentos. Em cada oficina, são atendidas cerca de 50 a 60 pessoas, distribuídas entre as turmas Júnior/Juvenil, para participantes de 12 a 16 anos, e Intermediário/Avançado, para maiores de 16 anos.
Para Adriano dos Santos, coordenador de dança da Instituição Aparecido Savegnago e responsável pela programação, a presença de diferentes modalidades diversifica as possibilidades de formação dos participantes. “A dança é muito ampla e, quando conseguimos colocar nossos alunos em contato com diferentes profissionais, técnicas e experiências, estamos ampliando os horizontes deles. Eles saem daquilo que já conhecem e descobrem novas possibilidades”, conta.
Formação para além dos alunos da Instituição
Ao receber também bailarinos de fora da IAS, as oficinas são facilitadoras ao acesso, possibilitando o desenvolvimento de profissionais e aplicação de técnicas que, muitas vezes, exigiram deslocamento para outras cidades. Segundo Adriano, trazer essa formação para Sertãozinho é parte da proposta da iniciativa. “Quando trazemos esse conhecimento para perto deles, estamos democratizando o acesso à dança e dizendo para cada aluno que ele também pode estar aqui e merece essa oportunidade”, explica.
A divisão por faixas etárias e níveis técnicos permite reunir desde jovens que estão começando a construir sua trajetória até bailarinos com maior experiência. Para o coordenador, essa convivência também faz parte do processo de aprendizado. “Temos jovens que estão começando a construir sua trajetória na dança e também bailarinos que já possuem uma caminhada maior e estão buscando novos desafios. Essa troca é muito rica. Um aprende com o professor, outro aprende com o colega, e todos acabam levando alguma coisa dessa experiência para a vida”, destaca Adriano.
Além do aperfeiçoamento técnico, a proposta é também fazer das oficinas um espaço de troca entre os professores e participantes. Adriano acrescenta que as experiências concentradas em poucas horas também podem influenciar escolhas e trajetórias dentro da dança e no futuro. “Uma oficina pode parecer apenas algumas horas de aula, mas para aquele aluno pode representar uma memória que ele vai levar para a vida inteira. Pode ser o momento em que ele descobre uma nova paixão, conhece um profissional que passa a admirar ou simplesmente percebe que é capaz de fazer algo que achava que não conseguiria, e isso é emocionante”, avalia.
Programação chega ao quarto ano
As oficinas já integram o cronograma da Instituição Aparecido Savegnago e chegam, em 2026, ao quarto ano de realização. A continuidade da programação, segundo o coordenador, criou também uma expectativa entre os participantes em relação aos profissionais e às técnicas escolhidas para cada edição.
A procura deste ano levou ao esgotamento das vagas nas três modalidades. “Quando as vagas se esgotam, a gente percebe que existe um público interessado, que quer aprender, se desenvolver e que acredita na dança. Isso também mostra que Sertãozinho e a região têm bailarinos, professores, artistas e famílias que acreditam na dança e querem mais oportunidades”, aponta Adriano.

