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ONU pede livre passagem por Ormuz

Reuters
Barreiras: governo do Irã quer convencer Omã a apoiar um mecanismo de cobrança de pedágio de embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz

Secretário-geral da ONU, António Guterres pediu a desobstrução imediata da rota e defendeu a livre circulação de navios “sem pedágios nem discriminação”

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta segunda-feira, 27 de abril, para o agravamento da crise no Estreito de Ormuz – por onde passam 20% do petróleo mundial –, classificando a instabilidade na região como ameaça à segurança marítima e à economia global .

Em reunião do Conselho de Segurança sobre proteção das hidrovias, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a desobstrução imediata da rota e defendeu a livre circulação de navios “sem pedágios nem discriminação”.

Segundo Guterres, a reabertura da via é essencial para a retomada do comércio e para que “a economia global respire”, além de evitar “desastres ambientais de grande escala”. Ele também apelou por moderação, diálogo diplomático e respeito estrito ao direito internacional.

A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou a criação de um novo protocolo de evacuação estratégica para retirar com segurança navios e tripulações de áreas de guerra. Segundo o secretário-geral da agência, Arsénio Dominguez, o plano prevê o uso de corredores protegidos com base em esquemas de separação de tráfego já existentes e poderá ser implementado imediatamente, desde que haja garantias mínimas de segurança.

A elaboração da iniciativa contou com a participação de países da região, incluindo o Irã. O pesquisador sênior do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), Nick Childs, destacou que 80% do comércio global, em volume, é transportado por via marítima e alertou que bloqueios em rotas críticas como Ormuz podem gerar “ondas de choque econômicas” que afetam bilhões de pessoas.

Segundo a OMI, cerca de 20 mil pessoas estão retidas em duas mil embarcações no Golfo Pérsico em meio à escalada geopolítica. A agência afirma que a paralisação ameaça não apenas o fluxo financeiro global, mas também a segurança alimentar de diversos países.
O governo do Irã quer convencer Omã a apoiar um mecanismo de cobrança de pedágio de embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz, segundo uma autoridade que falou sob condição de anonimato. Omã não respondeu de forma clara ao pedido.

O oficial, que também está envolvido em esforços de mediação, disse também que o Irã insiste no fim do bloqueio aos portos do país, imposto pelos Estados Unidos, antes de uma nova rodada de negociações. Mediadores liderados pelo Paquistão seguem tentando costurar um acordo, segundo a mesma fonte.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou  que Washington não permitirá que o Irã controle o Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% da oferta global de petróleo antes do início da guerra na região.

Em entrevista à Fox News, Rubio disse que “não se pode normalizar” um sistema em que Teerã decida “quem pode usar uma via navegável internacional e quanto deve pagar para usá-la”. A declaração reforça a preocupação do mercado com eventuais interrupções no fluxo de petróleo pelo corredor estratégico.

Apesar do tom duro, Rubio afirmou acreditar que o Irã está “sério” em tentar fechar um acordo com os EUA. Segundo ele, o país busca “sair da confusão em que se meteu”, em meio ao agravamento da inflação, seca persistente, dificuldades fiscais e sanções econômicas severas.

Ataques israelenses continuaram no sul do Líbano e no Vale do Bekaa, segundo relatos de fontes locais à mídia iraniana e das próprias Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), apesar da entrada em vigor nesta segunda-feira de novo cessar-fogo, de três semanas, entre Israel e o grupo Hezbollah.

Em comunicado, a IDF afirmou que “começou a atacar infraestruturas do Hezbollah no Vale do Bekaa e em áreas adicionais no sul do Líbano”. Agências regionais e canais alinhados ao Irã e aos Houthis relataram ofensivas com drones e artilharia em diferentes localidades do sul do país.

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