Tribuna Ribeirão
Justiça

PF não encontra armas 
na casa de Bolsonaro

Fábio Rodrigues-Pozzebom/Ag.Br.
PF não encontrou armas de fogo durante a busca e apreensão realizada nesta quarta-feira, 8 de julho, na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

A Polícia Federal (PF) não encontrou armas de fogo durante a busca e apreensão realizada nesta quarta-feira, 8 de julho, na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o relatório da operação, os agentes permaneceram na residência entre sete horas e 8h30 e não fizeram nenhuma apreensão.

A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o surgimento de divergências sobre a localização das armas que estão registradas legalmente em nome do ex-presidente.

Na última sexta-feira (3), Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão do arsenal, que, segundo a defesa do ex-presidente, estava guardado nas instalações do Exército. 

Após a determinação, a corporação afirmou que duas das seis armas pertencentes ao ex-presidente não foram entregues à PF, como determinou o ministro, porque não foram localizadas.

Em seguida, os advogados esclareceram ao STF que a espingarda que não foi localizada é um presente recebido pelo ex-presidente e está em uma importadora bélica no Rio Grande do Sul.

Sobre a segunda arma, a defesa disse que a pistola Glock é a mesma que foi apreendida com o segurança do ex-presidente e está acautelada na Polícia Civil do Distrito Federal.

Diante da divergência de versões, Moraes determinou as buscas na manhã desta quarta-feira. Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, Moraes entende que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

A defesa do réu já pediu a prorrogação da prisão domiciliar, alegando que Bolsonaro enfrenta doenças crônicas e sequelas permanentes e a decisão cabe ao relator, responsável por conduzir os destinos do ex-presidente pelo menos desde julho de 2025. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

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