O prefeito de Ribeirão Preto (SP), Ricardo Silva (PSD), anunciou na manhã desta quinta-feira, 29 de janeiro, uma nova unidade de saúde para auxiliar nos atendimentos emergenciais em função da proibição pela Justiça do encaminhamento, pela prefeitura, de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para o setor de urgência e emergência do Hospital Beneficência Portuguesa.
A Unidade de Retorno Assistencial (URA) deve começar a operar na próxima semana e funcionará no Núcleo de Gestão Assistencial (NGA), da rua Minas, no bairro Campos Elíseos. A ideia e que a unidade ajude a absorver a demanda da Beneficência junto com Hospital das Clínicas, a Santa Casa e o hospital Santa Lydia.
Na terça-feira, 27 de janeiro, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Ribeirão Preto, por meio da juíza a juíza Lucilene Aparecida Canella de Melo, proibiu a prefeitura de encaminhar pacientes para o setor de urgência e emergência da Beneficência Portuguesa.
A decisão foi resultado de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP/SP). Na decisão a magistrada determinou a interrupção imediata dos encaminhamentos até que o hospital promova adequações estruturais e assistenciais consideradas indispensáveis para a segurança dos pacientes e a qualidade do atendimento. Ele terá 90 dias para fazer isso.
Segundo o prefeito Ricardo Silva, Unidade de Retorno Assistencial é um novo modelo de cuidado que atuará como espaço intermediário entre a alta da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e a internação hospitalar.
A URA foi criada para atender pacientes que já passaram pela avaliação e estabilização inicial na UPA, mas que ainda necessitam de monitoramento clínico, exames seriados ou reavaliação médica antes da alta definitiva, evitando internações hospitalares desnecessárias e garantindo mais segurança no cuidado.
A URA é destinada a pacientes que não precisam de leito hospitalar, mas que também não estão totalmente seguros para uma alta simples. A equipe é composta por médico clínico ou emergencialista, enfermagem, além de apoio multiprofissional — como farmácia, fisioterapia e nutrição, conforme o perfil do paciente.
Como funcionará o fluxo
O atendimento inicial será feito nas UPAs, com diagnóstico, estabilização e classificação de risco. Após avaliação de elegibilidade, baseada em critérios clínicos e protocolos bem definidos, o paciente será encaminhado a URA, onde poderá permanecer por curto período ou receber alta com retorno programado.
Na Ura ele passará por exames seriados como laboratoriais, eletrocardiograma, raio-X ou ultrassom, além de ajustes terapêuticos. O paciente poderá receber alta definitiva, ser enviado para atendimento posterior ambulatorial ou, em uma minoria dos casos, ser encaminhado para internação hospitalar

