Dirigentes se reuniram com grupo que planeja implementar projeto societário
Por Hugo Luque
O Comercial deve aprovar, na próxima semana, o projeto de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Ao menos é o que acredita o presidente do clube, Wesley Rios, que concedeu entrevista coletiva após mais uma reunião com o grupo que deseja transformar o Bafo em clube-empresa.
De acordo com o mandatário, a última reunião da cúpula alvinegra com o grupo liderado pelo empresário Eliel Fraga foi positiva e sanou dúvidas de outros dirigentes.
“Fiquei satisfeito com a reunião. Acho que foi um encontro super válido, no qual os investidores e os conselheiros participaram. Os conselheiros questionaram várias cláusulas do contrato e os investidores foram totalmente solícitos em responder a todos os questionamentos. Houve pequenas alterações no texto, nada que mude o cenário final. Os conselheiros saíram com uma perspectiva melhor, superando aquele receio anterior. Acredito que o tema vá para votação na próxima semana e que seja aprovado”, disse Rios.
O presidente comercialino também comentou sobre a mais recente mudança na diretoria do Leão do Norte: a renúncia de Gustavo Guerra à presidência do Conselho Deliberativo. De acordo com carta enviada por Guerra aos conselheiros, a saída ocorreu porque ele desejava esperar o retorno de suas férias para prosseguir com as negociações da SAF. Wesley Rios, por outro lado, assegura que não há tempo a perder, pois a Série A4 do Campeonato Paulista começa em poucos meses.
“Não fiquei decepcionado com o Gustavo. Nós tivemos divergências pontuais porque ele queria esperar um tempo maior para colocar a SAF em votação. Eu disse a ele que o Comercial não tem tempo a perder. O clube não pode esperar 40 dias, o que jogaria a decisão para o começo de novembro. Se houvesse qualquer problema, eu não teria tempo hábil para buscar recursos e investimentos para tocar o time na Série A4. Precisamos de respostas imediatas, seja pela aprovação ou reprovação.”
“Fiz o que precisava ser feito e mencionei a necessidade de agilidade porque vi que era o melhor para o clube. Talvez ele tenha entendido que a renúncia era o melhor caminho do ponto de vista dele. Não esperava a renúncia, gostaria que ele terminasse o mandato e até apoiava sua permanência para mais um período. Mas a vida segue. O Comercial agora fica sob o comando do Alessandro [Cruz], secretário do Conselho, para dar sequência às reuniões da SAF”, completou.

