Tribuna Ribeirão
DestaquePolítica

Projeto quer placas nos ferros-velhos contra produtos furtados

ALFREDO RISK

Um projeto de lei em análi­se na Câmara de Ribeirão Pre­to quer obrigar os ferros-velhos da cidade a fixarem placas, em local visível, informando sobre a não comercialização de pro­dutos de origem duvidosa. O projeto considera comércio de sucatas e de ferros-velhos toda atividade praticada por pessoa física ou jurídica especializada na compra e venda de peças usadas e produtos de metais, fios, objetos de cobre, papéis, plásticos ou garrafas e pneus.

Caso o projeto seja aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito Duarte Nogueira (PSDB), o estabelecimento que não cumprir a lei poderá ser multado de uma a dez Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp). Este ano cada Unidade vale R$ 34,26 o que resultaria em multa de até R$ 342,60. Os valores recolhidos com as infra­ções serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos Difusos (FMDD) e deverão ser usados em campanhas de conscienti­zação contra o crime de furto e roubo de fios, assim como o cri­me de receptação.

Segundo o autor do pro­jeto, o vereador Igor Oliveira (MDB), Ribeirão Preto tem registrado um crescimento ex­ponencial no crime de furto de fios elétricos e congêneres. De acordo com dados da Secre­taria de Segurança Pública do Estado entre 2018 e 2019 foram registrados 74 casos, em 2020, foram 203 casos, em 2021 347 furtos e em 2022 457 casos.

“O objetivo do projeto é, de alguma maneira, tentar inibir a ação dos criminosos, afinal, se existe o crime de furto é porque existem aqueles que compram e fomentam o ciclo. Uma forma que acreditamos ser, de certa maneira simples, e que já mos­tra resultados em comércios que a adotaram, seria a instala­ção de placas informando a não comercialização de produtos de origem duvidosa e sem nota fiscal”, afirma o parlamentar na justificativa da proposta.

Em março, o prefeito Du­arte Nogueira sancionou a lei complementar do Executivo que regulamenta o funciona­mento dos chamados ferros­-velhos na cidade. Os estabe­lecimentos que comercializam este tipo de material devem mantê-los acondicionados em recipientes apropriados, capa­zes de isolá-los de forma a res­guardar as condições de higiene no local, evitando o acúmulo de lixo, água e a existência e a re­produção de insetos e ratos.

Os terrenos utilizados para a comercialização de ferros-ve­lhos também devem ser mura­dos em todo o perímetro numa altura mínima de 2,5 metros, totalmente pavimentados, e os materiais armazenados deverão estar dispostos em prateleiras ou bancadas distantes um metro do piso, no mínimo.

A lei estabelece como infra­ções administrativas a comer­cialização e a manutenção em estoque de materiais sem ori­gem comprovada, de sucatas em desacordo com o disposto na lei e a não apresentação à autoridade responsável pela fiscalização, no prazo por ela fixada, dos documentos que comprovem a origem, movi­mentação e regularidade dos ferros-velhos e das sucatas.

O estabelecimento que incorrer nas infrações admi­nistrativas estará sujeito a cas­sação do alvará de licença e localização, a interdição admi­nistrativa e à lacração do esta­belecimento, além de apreen­são do material em desacordo com o previsto na legislação e multa de 25 a 1.000 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), que neste ano vale R$ 34,26 cada. Ou seja, a autuação pode chegar a R$ 34.260,00.

Os estabelecimentos tam­bém devem ter monitora­mento por câmeras em tempo integral do interior dos ferros­-velhos. O monitoramento é resultado de emenda apresen­tada ao projeto pelos vereado­res Alessandro Maraca (MDB) e Renato Zucoloto (PP). De acordo com a prefeitura, a atu­alização da lei foi necessária devido ao elevado número de furtos de produtos de áreas e vias públicas do município, como fios, tampa de bueiros, objetos de metal, entre outros.

Com a nova lei os estabeleci­mentos poderão funcionar das seis da manhã até as 19 horas. Ribeirão Preto já possuía legis­lação sobre o assunto, em vigên­cia desde 1998, mas segundo a prefeitura ela era muito sucinta e estava desatualizada.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Hacker vendia sistema para fraude bancária

Luque

Carro capota após colisão na zona Oeste

Luque

RP lidera casos de assédio eleitoral do interior no 2º turno

Luque

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade