Tribuna Ribeirão
Economia

São Paulo tem 3,1 mi de 
empresas inadimplentes

O grupo concentrou 59,7 milhões de dívidas, que somaram R$ 201,4 bilhões (Marcelo Casal Ag/Br)

Inadimplência das empresas superou 9,1 milhões em junho e dívidas chegaram a R$ 232,9 bilhões, revela Serasa Experian

O número de empresas inadimplentes no Brasil cresceu em junho de 2026 e superou a marca de 9,1 milhões de Cadastros Nacionais de Pessoas Físicas (CNPJs), maior marco da série histórica. Os dados são do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país.

No período, o volume financeiro de dívidas negativadas chegou a R$ 232,9 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente acumulou 7,3 contas em atraso, com dívida média de R$ 25.508,96 por CNPJ, contra R$ 25.494,08 de maio, R$ 14,88 a mais e alta de 0,06%. Em relação aos R$ 24.178,76 do mesmo período de 2025, são R$ 1.330,20 a mais, crescimento de 5,50%

O tíquete médio ficou estável, passando de R$ 3.515,52 em maio para R$ 3.515,77 em junho, acréscimo de R$ 0,25, aumento inferior a 0,01%. Na comparação com os R$ 3.283,97 do sexto mês do ano passado, são R$ 231,80 a mais, alta de 7,06%.

Em maio, cada empresa inadimplente também acumulou 7,3 contas em atraso, contra 7,4 de junho de 2025. A quantidade de dívidas acumuladas saltou de 57,4 milhões em junho de 2025 para 65,4 milhões em maio e 66,2 milhões no sexto mês deste ano.

O Estado de São Paulo lidera o ranking com 3.126.658 CNPJs negativados, seguido por Minas Gerais (907.558), Rio de Janeiro (874.385), Paraná (601.986) e Rio Grande do Sul (527.555). A concentração acompanha o peso econômico e a maior densidade empresarial dessas regiões,

As três Unidades da Federação com menor número de inadimplentes são Roraima (10.940), Acre (14.099) e Amapá (15.974). Do total de empresas inadimplentes no país, as micro e pequenas empresas seguiram como maioria expressiva, com 8,6 milhões de CNPJs negativados em junho.

O grupo concentrou 59,7 milhões de dívidas, que somaram R$ 201,4 bilhões. Em média, cada micro e pequena empresa acumulou 6,9 contas inadimplidas, com dívida média de R$ 23.181,56 e tíquete médio de R$ 3.370,47, segundo a Serasa.

“O quadro das micro e pequenas empresas continua sendo o mais preocupante, porque estamos falando de negócios que acumulam, em média, quase sete pendências financeiras simultaneamente”, diz a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack.

Setores inadimplentes – Do total de empresas negativadas em junho, 55,7% pertenciam ao setor de “Serviços”. Na sequência apareceram os segmentos de “Comércio” (32,2%), “Indústria” (8,0%) e “Primário” (0,9%). “A composição das dívidas reforça que muitas empresas continuam recorrendo ao crédito para sustentar a operação e administrar o capital de giro, e não necessariamente para investir ou expandir os negócios”, diz Camila Abdelmalack .

Em relação à origem das dívidas, o maior peso permaneceu com o segmento de “Serviços” (31,6%), seguido por “Bancos/Cartões” (19,5%). Na sequência apareceram Cooperativas (8,4%), Utilities (6,9%) e Telefonia (6,0%).

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