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Supermercados têm deflação em agosto 

Índice de Preços dos Supermercados (IPS) registrou deflação de 1,1% em agosto: em doze meses, desacelerou a 1,62% (Alfredo Risk)

O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), registrou deflação de 1,1% em agosto, motivado pela redução de quase todas as categorias de produtos, com exceção de bebidas não alcoólicas, que ficou estável (0,06%).

O comportamento dos preços no acumulado do ano ficou em -0,51%, segunda menor taxa da série da última década, sendo superado apenas por 2017, quando apresentou deflação de 1,68%. No acumulado em doze meses, a inflação desacelerou de 2,74%, em julho, para 1,62%, em agosto.

As maiores quedas no mês foram os produtos in natura (-3,65%), semielaborados (-1,65%), artigos de limpeza (-1,40%), bebidas alcoólicas (-1,24%), artigos de higiene e beleza (-0,81%) e produtos industrializados (-0,47%). Os artigos de limpeza e higiene e beleza registraram no último mês a primeira queda mensal em quase três anos.

Já apresentavam desaceleração desde o último quadrimestre de 2022. O resultado de agosto consolida a tendência de deflação pelo terceiro mês consecutivo. Nos últimos três meses, o preço ao consumidor paulista já caiu aproximadamente 2,3%, aumentando o poder de compra.

Semielaborados – A categoria de produtos semielaborados deflacionou 1,65% em agosto e manteve pelo terceiro mês consecutivo a redução de preços. A queda foi motivada, principalmente, pela redução do preço da carne bovina (-3,31%), dos cereais (-1,53%), do leite (-0,88%) e dos pescados (-0,29%).

O preço da carne bovina manteve a tendência deflacionária observada desde o início do ano. Com o resultado do último mês, a subcategoria acumula queda de aproximadamente 13%. No acumulado em doze meses, a queda é menor, com retração de 12,3%. A redução no preço da carne bovina é resultado, sobretudo, do menor custo de engorda do boi de corte, decorrente da melhor condição dos pastos e da redução do preço da ração animal.

Apesar do preço da carne suína apresentar leve alta em agosto (0,71%) e o das aves ficar com os preços estáveis (-0,02%), no acumulado do ano, ambas proteínas registraram redução de preços. Em 2023, a carne suína acumula queda de cerca de 5% enquanto o preço das aves recuou mais de 20%.

O preço dos pescados, que recuou 0,29% em agosto, se mantém estável no acumulado do ano (0,07%). No acumulado em doze meses, a subcategoria ainda registra alta de 3,37%, puxado pelos preços da corvina (9,13%), pescada (6,77%) e camarão (4,24%).

Leite – O preço do leite recuou pelo terceiro mês consecutivo, após forte alta no bimestre (abril e maio). Com o resultado de agosto (-0,88%), o preço do leite acumula alta de 5,84% no ano e queda de 21,66% no acumulado em 12 meses.

Cereais – Os cereais também deflacionaram em agosto (-1,53%), motivado pela forte queda do feijão (-5,41%). O milho ficou estável e o arroz registrou leve alta de 0,38%. Com o resultado do mês, a subcategoria acumula deflação de 0,45% no ano e alta inferior a 2% em doze meses.

A expressiva safra de feijão do primeiro semestre ainda apresenta estoques disponíveis e o início da segunda resultaram na queda do preço da leguminosa no final em julho e agosto. No acumulado do ano, o preço do feijão apresenta retração de 14,4%, enquanto no acumulado em 12 meses a queda já supera 17%.

Preços de outras categorias do IPS
A categoria de produtos industrializados do Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), apresentou queda de 0,47% em agosto e com esse resultado acumula alta de 1,29% no ano e 3,30% em doze meses.

A redução foi puxada pela queda das seguintes subcategorias, como café, achocolatados em pó e chás (-1,64%), óleos (-1,40%), derivados de leite (-1,16%), doces (-0,83%), condimentos e sopas (-0,24%), massas, farinhas e féculas (-0,21%) e derivados de carne (-0,14%).

Produtos como panificados (0,40%), enlatados e conservas (0,39%), adoçantes (0,28%), biscoitos e salgadinhos (0,12%) e alimentos prontos (0,10%) impediram que a categoria de industrializados apresentasse queda maior no mês.

Os casos das subcategorias de óleos e café são exemplares, no ano esses produtos acumulam queda de aproximadamente 16% e 4%, respectivamente. O único item do grupo que apresenta tendência de alta de preço é o azeite. Em agosto aumentou 2,35% e no acumulado do ano a alta passa de 18%.

Produtos In natura – Os produtos in natura deflacionaram 3,15% em agosto, reflexo da redução de preços de quase todas as subcategorias, como os tubérculos (-10,59%), legumes (-6,33%), verduras (-5,26%) e ovos (-2,78%), com exceção das frutas, que inflacionaram 3,74%.

Em julho, a categoria frutas deflacionou 1,13% e na última medição, em agosto, inflacionou 3,74%. No acumulado em doze meses, a inflação das frutas passou de 20,2%, no encerramento do último ano, para 14,7%, em agosto. No acumulado do ano de 2023 apresenta alta de apenas 1,7%, contra 9,58% do mesmo período do ano anterior.

Bebidas – A subcategoria de bebida não alcoólica ficou estável em agosto (0,06%), enquanto a de bebida alcoólica deflacionou 1,24%, motivado, sobretudo, pela queda no preço da cerveja (-1,27%), vinho (-2,16%), vodca (-0,81%) e da aguardente (-0,56%). Com o resultado do mês, as bebidas não alcoólicas acumulam alta de 4,41% no ano. As bebidas alcoólicas seguem a mesma tendência, com alta de 4%.

Limpeza, higiene e beleza – Os produtos de limpeza e higiene e beleza registraram retração de -1,4% e -0,81% nos preços em agosto, respectivamente. As duas categorias desde o último quadrimestre de 2022 já vinham desacelerando consistentemente e, em agosto, tiveram a primeira queda mensal em 30 meses.
 

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