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Tim Walz será vice de Kamala Harris 

Kamala Harris confirmou ter escolhido o governador de Minnesota, Tim Walz, como candidato à vice-presidência na chapa democrata (Elizabeth Frantz/Reuters)

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, confirmou ter escolhido o governador de Minnesota, Tim Walz, como candidato à vice-presidência na chapa democrata, conforme já havia sido antecipado por múltiplos veículos da imprensa norte-americana.

Em mensagem enviada a apoiadores, Harris disse que Walz é um político “testado em batalha” que teve importantes conquistas em seu Estado. “Sei que ele trará essa mesma liderança baseada em princípios para nossa campanha e para o cargo de vice-presidente”, escreveu.

Walz foi escolhido em uma lista pequena de figuras democratas que vinham sendo entrevistados pela equipe de Harris. O grupo incluía o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, e o senador Mark Kelly, do Arizone, de acordo com relatos da imprensa dos EUA.

A campanha rival, do ex-presidente Donald Trump, criticou a escolha e acusou Walz de defender uma agenda muito à esquerda. “Como Kamala Harris, Tim Walz é um extremista perigosamente liberal”, afirmou em comunicado a secretária de imprensa da campanha republicana, Karoline Leavitt.

Walz, de 60 anos, entrou na política em 2006, quando venceu a disputa por um assento na Câmara dos Representantes em um assento considerado conservador no Minnesota. Em 2018, venceu eleição para governar o Estado com uma agenda contrária ao então presidente Trump.

Kamala Harris também foi formalmente nomeada como candidata do Partido Democrata às eleições presidenciais do país. Ela é a primeira mulher não-branca a liderar a chapa de um grande partido norte-americano.  A nomeação se tornou oficial após cinco dias de votação online pelos delegados do partido na Convenção Nacional Democrata, encerrada na noite da segunda-feira (5).

Em declaração divulgada pouco antes da meia-noite (pelo horário local), os democratas informaram que 99% dos votantes confirmaram apoio a Harris. A definição encerra um período tumultuado para os democratas, que começou com o desempenho desastroso do presidente Joe Biden em um debate com Donald Trump em junho.

Harris já indicou que não planeja se desviar muito dos temas e políticas que enquadraram a candidatura de Biden, como democracia, prevenção da violência armada e direitos ao aborto. Mas sua estratégia pode ser muito mais feroz, particularmente quando ela invoca a experiência como promotora para criticar Trump e suas 34 condenações por crimes graves por falsificação de registros comerciais.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, elogiou a escolha de Tim Walz, como vice de Kamala Harris “A chapa Harris-Walz será uma voz poderosa para as pessoas trabalhadores e a classe média da América. Eles serão os defensores mais fortes de nossas liberdades e democracia”, afirmou Biden, em publicação no X, antigo Twitter.

A escolha de Tim Walz é uma tentativa do Partido Democrata de manter viva a unidade partidária e de concentrar esforços na região do Centro-Oeste do país. O governador do Minnesota é tido como um parceiro discreto e amplamente defensor das causas democratas.

Ao escolher Walz, Harris está se voltando para um governador do Centro-Oeste, veterano militar e apoiador sindical que ajudou a promulgar uma ambiciosa agenda democrata para seu Estado, incluindo proteções abrangentes para direitos ao aborto e ajuda generosa às famílias.

Harris espera reforçar a posição de sua campanha no alto Centro-Oeste dos EUA, uma região crítica na política presidencial que frequentemente serve como um amortecedor para os democratas que buscam a Casa Branca. O partido continua assombrado pelas vitórias de Trump em Michigan e Wisconsin em 2016.

Trump perdeu esses Estados em 2020, mas concentrou a atual campanha neles, inclusive no Minnesota. Colocar Walz na chapa pode ajudar os democratas a manter os dez votos eleitorais do Estado e fortalecer o partido de forma mais ampla no Centro-Oeste.

Nenhum republicano venceu uma corrida estadual em Minnesota desde que Tim Pawlenty foi reeleito governador em 2006, mas os candidatos republicanos para procurador-geral e auditor estadual chegaram perto em 2022.
André Marinho (AE)

 

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