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Policia Civil ouve testemunhas do desaparecimento de jogador de futebol amador em Ribeirão Preto

Outros possíveis crimes também estão sendo investigados pela Polícia Civil | Créditos: Alfredo Risk

A Polícia Civil de Ribeirão Preto já ouviu pelo menos cinco pessoas que estavam presentes no dia do desaparecimento do jogador de futebol amador, Guilherme Henrique Borges Paes, de 27 anos. A vítima desapareceu no último domingo (19) quando jogava uma partida de futebol em um campo do time que atua na rua São Carlos na Vila Carvalho, na zona norte da cidade.

O delegado do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), José Carvalho de Araújo, disse em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (22) que as testemunhas ouvidas está semana podem contribuir para o andamento das investigações.

“Nós estamos ouvindo pessoas que estiveram no local de onde a pessoa desapareceu, pessoas que podem ser que tragam alguma coisa importante para essas investigações. As equipes estão nas ruas fazendo todo o trabalho de identificação de qualquer coisa relacionada com este evento, então acredito que logo a gente terá uma informação mais concreta, mais importante relacionada a esse fato para que a gente possa divulgar”, explica o delegado.

O policial também contou que a maior dificuldade enfrentada na investigação do caso é que na localidade do campo de futebol não possui câmeras de monitoramento e poucas pessoas ou quase ninguém viu quando os suspeitos levaram ele no carro.

“Então, a dificuldade nossa que aquele ambiente onde ele se encontrava não tem câmeras, ou então pessoas que se dispuseram a vir aqui e nos dizer exatamente o que aconteceu. Nosso trabalho é também aqui interno, fazendo pesquisas e usando todas as ferramentas que nós temos. Enfim, para que a gente possa esclarecer o quanto antes o que aconteceu e encontrar essa pessoa”, completa a autoridade.

Sobre as denúncias de possíveis abusos sexuais, que teriam sido praticados pelo jogador contra pelo menos três crianças, o delegado afirma que o DEIC também apura as se as informações divulgadas em redes sociais são verdadeiras.

Pelo menos cinco pessoas ouvidas nesta semana na delegacia | Créditos: Alfredo Risk

“Inicialmente o caso está conosco aqui da DEIC. Nosso trabalho é saber exatamente se aquilo é real, se aquilo é legal, se é verdade ou não. Então, tomando conhecimento do caso, isso aí vai para a investigação e é bem provável que continue por aqui. Se aquilo tudo que está aparecendo for verdade, porque a polícia tem todo o cuidado, o trabalho é justamente dizer se aquilo que aparece nas redes sociais é verdadeiro ou não. Hoje a gente tem que tomar muito cuidado para que a gente não tome nenhuma providência sem ter a certeza, porque nós não podemos mandar qualquer coisa para a justiça. A polícia tem todo o cuidado de fazer o seu trabalho de uma forma séria, uma forma respeitosa, para que a gente leve exatamente aquilo que aconteceu, aquilo que foi verdade”, relata a autoridade.

Outra denúncia de possível envolvimento no desaparecimento do rapaz do chamado “Tribunal Crime” também está sendo investigada pela polícia.

“O que eu posso dizer é que nós trabalhamos com todas as possibilidades de investigações. Nós não sabemos se foi feito reunião ou se foi feito de tribunal, seja daquilo que for, nós não temos conhecimento. Nosso trabalho é realmente saber se realmente existiu isso, o que não é admissível de forma alguma. Nós precisamos identificar as pessoas envolvidas e levá-las à justiça para que lá sejam julgadas e lá seja colocada a lei da forma como ela é”, comenta Araújo.

No Boletim de Ocorrência (BO) foi registrada que a namorada e o jogador teriam brigado no último sábado (18), onde a jovem teria ido embora da casa da mãe levando o telefone celular e o valor de R$ 100,00 que estava na capinha do aparelho do jogador. No mesmo dia, a mãe do jogador entrou em contato no celular do filho e a então namorada teria ameaçado ela dizendo que se fosse buscar o aparelho a mataria e também mataria o jogador.

Essa ameaça da namorada também está sendo investigada e o delegado deve ouvi-la nos próximos dias. “Ela ainda não esteve presente aqui na delegacia, será ouvida em breve, pra nos trazer com certeza alguma informação muito importante a respeito de tudo. Ela não está como desaparecida, mas nós já temos um contato que nos disse que ela será apresentada em breve aqui”, conta Araújo.

O BO foi registrado como ameaça, desaparecimento de pessoa, sequestro, cárcere privado e furto e a investigação do caso segue em segredo para não atrapalhar os trabalhos policiais. “Nós estamos fazendo de diligências de campo e tentando descobrir alguma coisa, mas por enquanto, tudo é muito sigiloso para não atrapalhar as investigações”, explica o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Ariovaldo Torrieri.

Quem tiver alguma informação sobre o desaparecimento do jogador de futebol pode denunciar no 181 da Polícia Civil ou também no 190 da Polícia Militar, que o anonimato será mantido.

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