Sérgio Roxo da Fonseca *
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Taís Roxo Fonseca *
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Durante a Idade Média, os árabes atravessaram o norte do continente africano, vindo do leste para o oeste, até alcançar a área pela qual assim encontraram uma suficiente para uma a notável previsão, então batizado como o “Bojador”. Atravessando o Bojador encontraram uma área que, dividida transformou-se em Espanha e Portugal.
Os habitantes até então habitavam todo aquele mundo dividido em pequenas áreas cultuadas por Roma. A convivência do grupo arábico com os peninsulares romanizados ensejou uma frequente troca de conhecimentos.
Até hoje os europeus e seus sucessores passaram a valer-se de vocábulo iniciados por “al” que herdaram dos árabes como “alpendre”, “alfaiate”, “almeida”, “almanaque”, apresentando se como as novas línguas. .
Em compensação os árabes chocaram-se em saber que os europeus usavam letras romanas para contabilizar seus objetos e suas pessoas, por exemplo, “c” no lugar de 100, etc.
Os árabes espantaram os europeus da península ao afirmar que conheciam uma numeração que comprimiam tudo e todos numa sequência de zero a nove. Ou seja, a aplicação de todos os números do universo estava contida na sequência de zero a nove, surpreendendo todo o mundo com essa síntese;
Os europeus passaram a aplicar a conjugação dos números usados pelos árabes, afirmando que eram de sua criação.
Os árabes não admitiram a afirmação, acrescentando que aquela numeração sequencial havia sido apreendida na Índia.Ou seja, com o povo habitante daquela distante península batizada como o nome de Índia.
Passados alguns anos, os europeus reuniram-se para estabelecer os caminhos da sua cultura e da sua religião. Os árabes passaram a conviver como se europeus fossem. Ou seja, uns e outros caminharam para o futuro dando passos de convivência múltipla e de plena enorme significação.
Passados os tempos, o mundo se arrumou sob uma mesma organização cultural, valendo-se de uma dimensão tão ampla que ensejou até mesmo o surgimento da América.
Nos nossos tempos, a organização, nascida nos antigos números e nas letras converteu-se no surgimento de povos ricos e pobres,fortes e fracos.
A definição e a redefinição de todos os povos encaminharam-se por celebrar o aparecimento de alguns povos ricos e inúmeros povos pobres.
A riqueza de alguns municiou seus depósitos de insuperável força bélica, passando a submeter a vertente pobre tal como, nos nossos dias, os EUA redefiniram o seu enorme poder, invadindo a Venezuela, prendendo seus administradores, empurrando-os para suas prisões, passando a explorar a enorme riqueza do petróleo encontrada no subsolo do pais submetido ao seu enorme poder militar.
Os novos tempos passaram assim a ter novas regras para definir a sua convivência, que hoje até mesmo enseja a submissão dos países mais fracos à regra definidas pelos mais fortes e mais ricos.
Muitas vezes, o que é claro pela submissão resultante de sua força militar ou das regras de sua economia.
Os números e as letras ainda ecoam a convivência de Portugal e da Espanha com os passos daquele outro mundo daqueles vetustos tempos que caminhavam sobre a África, em busca dos limites ocidentais. E orientais.
* Advogado, professor livre docente aposentado da Unesp, doutor, procurador de Justiça aposentado, e membro da Academia Ribeirãopretana de Letras
** Advogada

