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Planeta é descoberto vagando na Via Láctea

Um grupo de cientistas liderados por astrônomos da Polônia anunciou na quinta-feira, 29 de outubro, a descoberta do menor pla­neta errante já registrado. Ele tem o tamanho da Terra e vaga pela Via Láctea, sem uma ligação gravitacional em torno de uma estrela, como é o caso da Terra, que gira em torno do Sol.

Os planetas errantes, por não receberem a luz de uma estrela, não emitem radiação e, por isso, são mais difíceis de serem observados. Eles não podem ser descobertos a partir de métodos astronô­micos tradicionais que vas­culham o universo atrás de outros planetas fora do Siste­ma Solar.

Essas buscas já encon­traram mais de quatro mil exoplanetas que, em geral, apesar de serem diferentes aos do nosso sistema solar, eles têm uma coisa em co­mum: todos orbitam uma estrela. Já para encontrar um planeta errante, a iden­tificação é feita usando um fenômeno chamado micro­lente gravitacional, resultado da Teoria da Relatividade de Albert Einstein.

Os pesquisadores expli­cam que um objeto massivo (a lente) pode curvar a luz de um objeto luminoso (a estre­la). A gravidade da lente tem efeito de aumento, que curva e amplia a luz de estrelas dis­tantes. “Se um objeto massivo (uma estrela ou planeta) pas­sar entre um observador na Terra e uma estrela distante, a gravidade pode desviar e dar foco à luz dessa estrela”, diz o pesquisador Przemek Mroz.

Ele é do Instituto de Tec­nologia da Califórnia e líder do estudo publicado na re­vista científica Astrophysi­cal Journal Letters, em nota divulgada à imprensa. “As chances de observação da microlente são extremamen­te pequenas porque os três objetos – fonte (luminosa), lente e observador – devem estar perfeitamente alinha­dos. Se tivéssemos observa­do apenas uma estrela fonte de luz, teríamos que esperar quase um milhão de anos para ver a fonte sendo am­pliada pela microlente”.

Os pesquisadores do Ob­servatório Astronômico da Universidade de Varsóvia en­contraram as primeiras evi­dências da existência de exo­planetas na Via Láctea anos atrás. Cientistas da mesma instituição estão por trás da nova descoberta. “Esta novi­dade mostra que planetas er­rantes podem ser detectados e detalhados usando telescó­pios em terra”, disse o profes­sor Andrzej Udalski, que faz parte do projeto.

Os astrônomos usaram um telescópio localizado no observatório Las Campa­nas, no Chile. Quando as condições meteorológicas permitem, eles direcionam o telescópio para as regiões centrais da Via Láctea e ob­servam centenas de milhões de estrelas, à procura daque­las que apresentam mudança na luminosidade.

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