Tribuna Ribeirão
DestaquePolítica

MP denuncia Ramon Faustino por violência doméstica

Promotoria Criminal de Ribeirão Preto solicitou à Justiça que o parlamentar responda por crime de violência doméstica contra sua ex-namorada e ex-assessora; vereador sempre negou as acusações

FOTO: ALFREDO RISK

O promotor de Justiça Criminal do Ministério Público (MP) em Ribeirão Preto, Claudio José Baptista Morelli, denunciou o vereador Ramon Faustino (Psol) por violência doméstica que teria sido praticada contra sua ex-namorada e ex-assessora, Viviane Patrícia da Silva. O Tribuna Ribeirão teve acesso a denúncia do MP feita no dia 16 de maio para a Vara de Violência Doméstica e Familiar de Ribeirão Preto.
No dia 14 de julho de 2022, a ex-namorada de Ramon, registrou um boletim de Ocorrência (BO) contra o vereador acusando ele de assédio. Um dia após o registro do BO, a Justiça concedeu a medida protetiva à ex-namorada. Na época, em sua decisão, o juiz Caio Cesar Melluso da Vara da Violência Doméstica de Ribeirão Preto determinou que o vereador ficasse proibido de se aproximar da ex-namorada e de frequentar lugares em que pudesse encontrá-la, mantendo distância mínima de 100 metros dela.

Como na época ela era lotada no gabinete de Ramon – mas estava afastada pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (lNSS) por problemas de saúde -, a Justiça flexibilizou a medida permitindo que ele tivesse contato profissional com a assessora dentro do gabinete. Entretanto, Viviane não chegou a retornar ao gabinete e após o fim do afastamento, foi exonerada.

A denúncia da promotoria teve como base o inquérito policial que investigou as denúncias feitas pela ex-namorada. Segundo a investigação, o autor, não teria se conformado com o término do relacionamento imposto por ela e teria passado a persegui-la.

“Com tais condutas, o denunciado causou danos emocional à ex-namorada, visando controlar suas ações, mediante chantagem, causando prejuízo à saúde psicológica e autodeterminação de Viviane, que chegou a apresentar quadro de ansiedade e depressão, com sintomas físicos como sensação de medo e perigo, insônia, falta de apetite, dificuldade de interação social, culpa excessiva, crises de choro, dificuldade de executar tarefas rotineiras, tendo de se submeter a tratamento psiquiátrico que redundou no afastamento das atividades laborais”, diz parte da denúncia.

“Ante o exposto, denuncio Ramon Fernandes Faustino, como incurso no artigo 147-A, §1°, II e artigo 147-B, na forma do artigo 69, “caput”, todos do Código Penal, requerendo que, recebida esta, seja o denunciado citado, bem como sejam ouvidas a vítima e as testemunhas abaixo arroladas e, ao final, seja o denunciado interrogado, seguindo-se no rito processual previsto nos artigos 531 e ss. do Código de Processo Penal, até final condenação que deve incluir, ainda, o pagamento de indenização para vítima”, escrev3u o promotor. A indenização proposta pelo MP por danos morais não deve ser inferior a dez salários mínimos.

Ou seja, R$13.200,00. Agora caberá à Justiça decidir se recebe ou não o pedido do Ministério Público.
No ano passado, a Câmara de Vereadores chegou a instalar uma Comissão Processante (CP) para apurar denúncias de assédio e práticas machistas que teriam sido praticadas por Ramon Faustino contra e ex-namorada e outra ex-assessora Patrícia Cardoso. A Comissão foi criada após pedido de cassação do parlamentar protocolado pelas duas em 30 de agosto de 2022.

Entretanto a Comissão foi suspensa em 19 de outubro daquele ano, por decisão liminar favorável ao vereador em mandado de segurança impetrado por ele. A liminar foi dada pela juíza Luísa Helena de Carvalho Pita, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Ribeirão Preto. A CP era formada pelo presidente Luis França (PSB), pelo relator André Rodini (Novo) e por Bertinho Scandiuzzi (PSDB).

Ramon Faustino sempre negou as acusações. Em comunicado distribuído no dia 2 de setembro do ano passado afirmou: “A estratégia da acusação é nefasta, utilizam pontualmente duas mulheres negras que assinam o pedido, acompanhado de outros ex-assessores que assinam como testemunhas, todos aqui com interesses particulares no caso”.

Segundo ele, no documento que deu origem às investigações, “as acusadoras mentem, embaralham a ordem dos fatos de modo a criar uma narrativa para justificar uma inexistente perseguição e assédio”.
O parlamentar terminou a nota pública afirmando que iria juntar provas e esclarecer os fatos para desmentir todas as acusações. Procurado pelo Tribuna Ribeirão, por meio de nota o vereador afirmou que está “aguardando a notificação e o andamento das oitivas. Sigo a disposição para dialogar com todos após ser notificado”.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Botafogo encaminha contratação de promessa do São Paulo

Hugo Luque

Santa Casa investiga sumiço de paciente

Luque

VÍDEO – Caminhão que furou centenas de pedágios é apreendido

Luque

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade