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Homem vira réu por tiro acidental que matou companheira

MPSP apresentou denúncia contra marido e amigo que escondeu a arma e Justiça acolheu, tornando-os réus no processo

Ana Júlia foi atingida no peito por tiro acidental disparado por Pinto (Foto: Redes Sociais)

Por: Adalberto Luque

Matheus Augusto Pinto, de 20 anos, e Vitor Hugo Pereira dos Santos, de 21 anos, tornaram-se réus pelo homicídio de Ana Júlia dos Santos Pereira Borsoi, de 19 anos. A jovem morreu no dia 29 de abril deste ano, após ficar quase dois dias internada por conta de um ferimento à bala.

O caso ocorreu em um condomínio de apartamentos localizado na Avenida Professora Edul Rangel Rabello, Jardim Manoel Pena, zona Leste de Ribeirão Preto. De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo, Pinto tinha um revólver sem registro em seu apartamento e Ana Júlia sabia da existência da arma.

Na noite de 27 de abril, o rapaz foi manusear a arma e disparou acidentalmente. A bala atingiu a jovem no peito. Mesmo ferida, ela foi andando com ele até o carro da família. Foram até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Avenida 13 de Maio.

A PM localizou a arma que o autor do disparo acidental pediu para o amigo esconder (Foto: X-Tudo Ribeirão)

A jovem estava consciente e chegou a dizer que eles haviam sido vítimas de uma tentativa de assalto. A Polícia Militar foi acionada. O estado de saúde da vítima piorou e ela foi transferida para o Hospital das Clínicas – Unidade de Emergência (HC-UE), ainda na madrugada de 28 de abril.

Neste meio tempo, Pinto teria ligado para o amigo Santos, pedindo que ele escondesse a arma, o que foi feito. Ao ser questionado, tentou sustentar a versão de que o tiro partiu da arma de um desconhecido, mas acabou admitindo para os PMs que ele disparou um tiro acidental contra a esposa.

A arma foi recuperada em uma praça no Recreio Anhanguera, zona Leste da cidade. Os dois homens foram presos em flagrante por tentativa de homicídio e favorecimento pessoal, mas conseguiram autorização para responder o processo em liberdade.

Ana Júlia não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã de 29 de abril. Como o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) acatou a denúncia, Pinto vai responder por homicídio culposo e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e Santos por favorecimento pessoal. As defesas dos réus não foram encontradas. A data do julgamento ainda não foi marcada.

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