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Brasil encara Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo

Herói da segunda fase, Martinelli briga por vaga no time titular | Divulgação/CBF

O Brasil enfrenta a Noruega neste domingo (5), no New York New Jersey Stadium, nos Estados Unidos, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Quem vencer avança e quem perder fica pelo caminho neste jogo único eliminatório, que vale vaga nas quartas para enfrentar o vencedor do confronto entre México e Inglaterra, marcado também para este domingo.

A região de Nova York é conhecida por seus fortes ventos e pela neve no inverno. Contudo, a partida, que será em pleno verão do Hemisfério Norte, deve ser disputada sob intenso calor e com possibilidade de raios.

O confronto foi inicialmente marcado para 17h (de Brasília), mas, até o fechamento desta edição, havia a possibilidade de a bola rolar às 18h. Acompanhe todas as informações nas redes sociais e no site do Tribuna Ribeirão.

A seleção verde e amarela é favorita no embate. Porém, do outro lado está uma das equipes mais perigosas deste Mundial.

Na primeira fase, a Noruega passou na segunda posição do Grupo I, um dos mais difíceis desta Copa, na segunda posição, com seis pontos, à frente de Senegal e do Iraque, e atrás apenas da líder França. Com o time titular, foram duas vitórias na chave – a única derrota veio diante dos franceses, quando os principais nomes do elenco foram preservados.

Principais craques do time escandinavo, Erling Haaland e Martin Ødegaard retornaram no primeiro mata-mata, diante da Costa do Marfim. Na última terça-feira, o triunfo por 2 a 1 diante dos africanos colocou os noruegueses nas oitavas de final do principal torneio do planeta pela primeira vez desde 1998.

Luta contra o tabu

A edição da Copa do Mundo de 28 anos atrás, disputada em solo francês, marcou o único encontro entre os países em uma competição oficial. Pela última rodada da fase de grupos, a Noruega levou a melhor por 2 a 1.

Com o duelo de 1998, foram quatro jogos, duas vitórias norueguesas e dois empates. Assim, a nação nórdica ostenta a marca de ser a única seleção jamais derrotada pelo Brasil entre as equipes que realizaram pelo menos uma partida contra a Canarinho.

Pentacampeã mundial, seleção brasileira jamais derrotou a Noruega | Foto: Jerome Prevost/TempSport/Corbis/VCG via Getty Images

Mas os comandados de Carlo Ancelotti querem quebrar este tabu no embate mais importante da história entre os adversários. O elenco chega ao gramado de Nova Jersey com moral e ainda invicto nesta Copa.

No Grupo C, o Brasil garantiu a classificação na liderança, com sete pontos. Foram duas vitórias (sobre Haiti e Escócia, ambas por 3 a 0) e um empate (1 a 1 na estreia, contra Marrocos).

No mata-mata, muito drama. O Japão saiu na frente ainda no primeiro tempo, mas, na etapa final, Casemiro empatou e Martinelli, nos acréscimos, garantiu a virada, o triunfo por 2 a 1 e a classificação.

“Estava confiante. O time estava jogando bem. Depois do gol, tivemos dificuldades pela força do rival. É um time respeitável, muito bem organizado e perigoso. Os jogadores são fortes fisicamente. O time jogou, não foi um time perdido como no primeiro tempo contra Marrocos”, afirmou Ancelotti.

Escalação

Assim como o tempo em East Rutherford, Nova Jersey, o campo também deve “ferver” com a disputa entre Gabriel Magalhães e Erling Haaland. Rivais no futebol inglês, o zagueiro do Arsenal e o centroavante do Manchester City se reencontram depois de uma temporada marcada por confusões.

O brasileiro levou a pior: em três embates, marcados por puxões, empurrões e faltas dos dois lados, foram duas derrotas e um empate. No entanto, o Arsenal acabou campeão da Premier League. Desta forma, no fim de semana, a expectativa é que Haaland, autor de cinco gols neste Mundial, busque vingança.

O ataque norueguês é poderoso, mas o sistema ofensivo brasileiro também não tem deixado a desejar. Foram nove gols marcados em apenas quatro jogos até aqui.

O problema é que o principal armador de jogadas da seleção, Lucas Paquetá, está fora do compromisso. O meia deixou o campo no intervalo do jogo contra o Japão com uma lesão na coxa e corre o risco de perder o restante da Copa. Já Raphinha, que passou por transição para o gramado nesta semana, deve ser novidade apenas em uma eventual fase de quartas de final.

Para suprir a lacuna deixada por Paquetá, Ancelotti tem algumas opções. O italiano pode escolher o esquema 4-2-4 – mais agudo no ataque –, fortalecer o meio com um jogador que se aproximaria dos atacantes – o favorito é Danilo Santos – ou posicionar um atacante para exercer a função do contundido atleta do Flamengo. No primeiro e no último cenários, Neymar, Endrick e Martinelli aparecem como possibilidades.

Uma provável escalação tem: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Danilo Santos (Martinelli, Endrick ou Neymar); Rayan, Vinícius Júnior e Matheus Cunha.

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