O preço da cesta básica de alimentos essenciais nos mercados de Ribeirão Preto avançou 0,97% em janeiro, terceira alta seguida – subiu 0,47% em dezembro e 2,10% em novembro, após sequência de cinco quedas consecutivas: 0,55% em outubro, 1,91% em setembro, 1,46% em agosto, 1,64% em julho e 1,87% em maio.
Não houve coleta de preços em junho de 2025. Foram seis deflações no ano passado. Antes, vinha de três altas seguidas: de 2,59% em fevereiro, 1,54% em março e 0,77% em abril. O valor recorde da série histórica, que começou em maio de 2023, pertence a abril de 2025, quando fechou em R$ 760,66.
Agora, avançou de R$ 724 em dezembro para R$ 731,01, acréscimo de R$ 7,01, segundo a pesquisa. No acumulado em doze meses, na comparação com os R$ 724,61 cobrados em janeiro de 2025, a alta chega a 0,88%, acréscimo de R$ 6,40.
O valor da cesta básica encerrou 2025 em queda de 2,06% em comparação com o preço praticado em dezembro de 2024, quando a cesta com 13 alimentos essenciais custava de R$ 739,25, desconto de R$ 15,25. Uma das mais altas da série ocorreu em setembro de 2024, de 8,06%, segundo a pesquisa.
Encerrou 2024 com inflação acumulada de 15,3% – o aumento de 2,03% de dezembro foi o percentual mais elevado do período. O levantamento mensal é do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB) da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp).
O estudo aponta ainda que da região com menor custo (R$ 681,17) para a mais cara (R$ 831,59), o consumidor pode chegar a gastar até R$ 150,42 a mais pela compra dos mesmos 13 itens básicos. A variação chega a 22,08%, segundo a pesquisa.
Os dados do Índice Mensal de Cesta Básica foram divulgados nesta sexta-feira (30). Os analistas percorreram 14 estabelecimentos nos dias 22 e 23: dez supermercados e hipermercados e quatro panificadoras distribuídas entre as cinco regiões da cidade. O levantamento não tem caráter fiscalizador.
A taxa de janeiro foi puxada pela alta nos preços do tomate italiano (19,01%) e da batata-inglesa (9,35%). Na outra ponta, a banana nanica (-12,63%) e o óleo de soja (-13,24%) atenuaram os custos com reduções importantes. A pesquisa também envolve margarina com sal, farinha de trigo, alcatra, pão francês, feijão carioca, leite longa vida, açúcar cristal, café em pó e arroz branco. A variação desses produtos não foi divulgada.
O grupo alimentar que mais pesa sobre as despesas do ribeirão-pretano, com 47,24% do valor total da cesta, é o da carne. Frutas e legumes absorvem 22,45% do orçamento, seguidos de farináceos (19,52%), laticínios (4,89%), leguminosas (3,18%), cereais (1,82%) e óleos (0,91%).
O trabalhador contratado pelo salário mínimo de R$ 1.621 (cai R$ 1.499,43 com desconto de 7,5% da Previdência Social) comprometeu cerca de 48,75% da renda mensal apenas com esses gastos alimentares em janeiro, destinando 107,28 horas de trabalho para a compra de uma cesta. Ainda assim, o montante representa redução de 6,2 horas em relação a dezembro, devido ao reajuste da renda.
Segundo o economista Lucas Ribeiro, a redução do comprometimento da renda e das horas necessárias de trabalho suaviza o cenário de elevação dos custos em janeiro. A variação mensal de preços foi inferior a 1% e concentrou-se em ajustes pontuais de alguns itens. “Ainda assim, o nível de dispêndio com alimentação permanece elevado, mantendo a cesta básica como um componente central do custo de vida das famílias”, afirma Ribeiro.
Regiões – Em janeiro, o valor da cesta básica de alimentos com 13 produtos ficou abaixo de R$ 700 em duas regiões de Ribeirão Preto, mas disparou na Central, novamente acima de R$ 800. Detém o kit mensal básico de alimentos mais caro da cidade, no valor de R$ 831,59, alta de 2,92% em relação aos R$ 807,97 de dezembro.
Depois vem a Zona Sul com R$ 744,59, queda de 3,08% em relação aos R$ 768,22 do mês anterior. A Zona Oeste vem em seguida, com R$ 705,32, alta de 3,87% em relação aos R$ 679,04 de dezembro. Na região Leste, custa R$ 693,50, recuo de 2,26% em comparação com os R$ 709,53 do período anterior. O kit básico é mais barato na Zona Norte: R$ 681,17, queda de 1,73% sobre os R$ 669,59 do mês antecedente

