Ribeirão Preto registrou superávit de 768 vagas em janeiro, após déficit de 3.112 empregos extintos em dezembro
O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os números do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) de janeiro. A economia de Ribeirão Preto registrou superávit no primeiro mês do ano, após déficit monstro em dezembro 12º que interrompeu sequência de seis altas consecutivas. Foram dez resultados positivos e dois negativos em 2025.
Em janeiro, o superávit foi de 768 empregos com carteira assinada criados, fruto de 13.124 admissões e 12.356 demissões. Avançou 124,68% em relação aos 3.112 postos extintos em dezembro – 9.116 contratações e 12.228 rescisões –, aporte de 3.880 novas vagas. Os dados são revisados mensalmente.
Porém, recuou 23,66% em comparação com janeiro de 2025, quando o superávit foi de 1.006 trabalhadores contratados – 13.607 admissões e 12.601 demissões. São 238 vagas com carteira assinada a menos, indica o Ministério do Trabalho.
Fevereiro de 2025 obteve o melhor saldo – 2.458 novos postos (15.140 admissões e 12.682 demissões) – desde as 2.732 novas vagas de novembro de 2020 (foram 10.197 admissões e 7.465 demissões). O pior resultado da década pertence ao mês de abril do primeiro ano de pandemia, com déficit de 5.667 postos fechados (3.870 contratações e 9.537 rescisões).
No ano passado, também registrou superávit em março (372), abril (893), junho (277), julho (352), agosto (203), setembro (706), outubro (321) e novembro (367) e déficit em maio (-87). Ribeirão Preto terminou 2025 com saldo positivo de 3.756 novas carteiras de trabalho assinadas (dados revisados, 154.839 contratações e 151.083 rescisões).
Ficou 44,20% abaixo do superávit de 6.731 novas carteiras de trabalho assinadas do ano e anterior (152.070 contratações e 145.339 rescisões), 2.975 a menos. O saldo de 2024 é 10,43% superior ao de 6.095 empregos formais de 2023 (135.957 admissões e 129.862 demissões), 636 a mais.
Em 2024 – No ano passado, o superávit de 3.756 novas vagas de Ribeirão Preto foi o 48º melhor. Em 2024 havia ficado em 36º. Terminou 2025 em 11º lugar no estado – São Paulo (SP) foi a campeã com 101.818. Em dezembro, porém, o déficit de 3.112 empregos fechados colocou a cidade no 5.549º lugar entre 5.570 municípios do país e em 637º entre 645 localidades paulistas
Em 2022, o saldo foi de 11.767 trabalhadores contratados, resultado de 133.810 admissões e 122.043 demissões. O saldo de 14.411 empregos formais de 2021 (com 119.722 contratações e 105.311 rescisões) é o melhor resultado anual desde 2010, quando foi de 14.352 novos postos de trabalho – fruto de 109.136 contratações e 94.784 rescisões, de acordo com as informações do Ministério do Trabalho e Emprego.
Comércio fechou mês com déficit
Segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, em Ribeirão Preto, quatro das cinco principais atividades econômicas da cidade fecharam janeiro com superávit de vagas de emprego formal – serviços, indústria, construção civil e agropecuária. Apenas o comércio demitiu mais do que contratou, cenário normal devido ao fim dos contratos temporários.
O comércio fechou janeiro com saldo negativo de 349 postos de trabalho fechados, fruto de 3.360 admissões e 3.709 demissões. No ano passado, contratou 43.601 e demitiu 42.861, superávit de 740. Em 2024, contratou 44.249 e dispensou 41.418, superávit de 2.831.
O setor de serviços registrou 7.188 contratações e 6.790 rescisões em janeiro, superávit de 398 empregos formais abertos. Em 2025, contratou 86.397 e demitiu 84.137, superávit de 2.260. De janeiro a dezembro de 2024, contratou 83.915 e dispensou 81.251, superávit de 2.664.
A construção civil fechou janeiro com superávit de 499 carteiras assinadas, fruto de 1.334 admissões e 835 demissões. No ano passado, contratou 11.352 e demitiu 11.368, déficit de 16. Em 2024, contratou 11.173 e dispensou 10.754, superávit de 419.
A indústria admitiu 1.177 trabalhadores e demitiu 962 em janeiro, com superávit de 215 empregos formais abertos. No ano passado, contratou 12.739 e demitiu 11.983, superávit de 756. Em 2024, contratou 11.965 e dispensou 11.269, superávit de 696.
A agropecuária admitiu 65 funcionários e dispensou outros 60, superávit de cinco postos a mais em janeiro. No ano passado, contratou 750 e demitiu 734, saldo positivo de 16. Em 2024, contratou 768 e dispensou 647, superávit de 121.

