Julio Casares é um dos investigados em caso de camarotes do Morumbis
O ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, e outras quatro pessoas citadas no inquérito que apura um esquema clandestino de uso de camarotes no Morumbis tiveram a quebra do sigilo bancário determinada pela Justiça. O caso é investigado pela força-tarefa montada pela Polícia Civil e o Ministério Público (MP).
Além de Julio, também tiveram o sigilo bancário quebrado sua ex-mulher, Mara Casares, antiga diretora cultural e de eventos; Douglas Schwartazmann, ex-diretor de futebol de base; Marcio Carlomagno, ex-superintendente geral; e Rita de Cassia Adriana Prado, intermediária no esquema do camarote. A informação foi publicada por GE e Estadão.
O acesso às movimentações bancárias e registros fiscais dos investigados foi solicitada pelos promotores José Reinaldo Guimarães Carneiro e Tomás Busnardo Ramadan e o delegado Tiago Fernando Correia. Eles aguardam o envio dos documentos pelos bancos para avançar no processo.
A decisão teve como base o depoimento de testemunhas, além do material apreendido pela força-tarefa em operação deflagrada no início deste ano. A ação resultou na apreensão de R$ 28 mil e uma vasta documentação que detalhava o esquema, ocorrido pelo menos desde 2023.
Em dezembro, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) foi acionado para investigar a venda ilegal de ingressos em um camarote do Morumbis para um show de Shakira, em fevereiro de 2025. O espaço no estádio não era comercializado oficialmente, mas teve o uso cedido a uma intermediária, que cobrou judicialmente por valores não repassados por terceiros e fez o caso se tornar público.
O escândalo, somado a uma outra investigação da Polícia Civil que apura um suposto esquema de desvio de verba no Tricolor, ocasionaram a renúncia de Casares da presidência, em 21 de janeiro, após o Conselho Deliberativo aprovar o impeachment do mandatário. Em abril, Mara e Schwartazmann foram expulsos do quadro associativo pelo Conselho Deliberativo.

