Tribuna Ribeirão
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O povo tem orgulho de ser brasileiro

Foto: Arquivo

José Eugenio Kaça *
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A chamada “elite” brasileira que está e orbita o poder, sofre desde a sua formação da síndrome de inferioridade, mas prefere transferir para as camadas subalternas essa responsabilidade. Nunca pensaram em um País próspero e solidário, onde a miséria e a desigualdade não tinham espaço. Usam a ferramenta do egoísmo e do individualismo para oprimir e tripudiar em cima do povo humilde, que sofre e ainda tem que agradecer pelas migalhas. Amealham suas fortunas em cima do lombo do trabalhador, mas não permitem que este trabalhador tenha uma vida digna, onde possa usufruir com sua família do fruto do seu trabalho.

Essa “elite” sempre foi entreguista, e para se dar bem entregam até a mãe, pois na visão dessa gente vale a lei de Murici: “cada um que trate de si”. Investir em educação de maneira séria e patriótica, não passa pela cabeça de quem usa o poder para se dar bem. A educação brasileira, principalmente a educação básica pública caiu na vala comum, e não consegue sair. Essa “elite” luta com ferocidade e deslealdade cometendo crimes, para não permitir a ascensão da base da pirâmide social. A publicação do Atlas da Mobilidade social escancara a desigualdade social no Brasil,o Atlas mostra que entre os 25% mais pobres, a chance de fazer uma graduação é menos de 2%, enquanto entre os mais ricos a chance é de 35%, mostra também que as mulheres, principalmente as negras têm menos chances ainda de ascensão social.

Entretanto, os resultados deste estudo, pelo andar da carruagem não vão sensibilizar a parcela extremista e entreguista dos políticos que querem entregar o Brasil para o Império do Norte. No Brasil sempre houve os entreguistas e traidores da pátria, porém, não tinham a audácia de agir impunemente a luz do dia. Fala-se muito da polarização da política brasileira, mas ao que parece a polarização vem só de um lado -a extrema direita. Atéa Promulgação da Constituição de 1988, o povo brasileiro, principalmente os pobres, vivia sem proteção social. Na saúde, quem não tivesse carteira assinada era atendido pela misericórdia das Santas Casas e Beneficências Portuguesas, eram mal atendidos e não podiam reclamar. A educação básica pública era para poucos, o saneamento básico, que até hoje não atingiu a totalidade das moradias; não existia. Mas aos poucos os direitos sociais que a Carta Magna garante estão sendo destruídos.

Os avanços sociais não tiveram a participação da extrema direita, que sempre votou contra, pois nutrem um ódio mortal contra a base da pirâmide, mesmo vivendo escorados em seus ombros.O SUS, com todos os seus problemas (por conta da iniquidade de alguns políticos), ainda é melhor sistema de saúde. A educação pública avançou, e permite que o filho do pobre tenha o direito de cursar uma graduação, apesar do ataque que a educação básica pública sofre por parte alguns governadores e prefeitos, para manter tudo como sempre foi – ainda resiste. Os políticos da extrema direta atacam a educação pública, desde a básica até a universidade dizendo que é coisa de esquerdista. Uma fala de um vereador de uma cidade de Santa Cataria, que fez um discurso atacando a esquerda afirmando: “a esquerda está obrigando, que filhos de pobres frequentem a universidade pública, e isso é inadmissível, pois a universidade não é para eles, pois segundo esta figura tacanha,deveriam se contentar em ser um bom mecânico ou um pedreiro”. Essa fala abjeta, mostra o desprezo que essa chamada “elite” nutre pelos pobres.

O Brasil é dos brasileiros, e o povo tem orgulho de suas origens. A luta é desigual, mas somos um povo tinhoso que não desiste nunca. Para sermos uma Nação, na concepção da palavra é preciso e imperioso cuidar da educação, cumprindo integralmente o capítulo Educação da Constituição cidadã, só assim poderemos mudar os próximos resultados do Atlas da Mobilidade Social.

* Pedagogo, líder comunitário e ex-conselheiro da Educação

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