Tribuna Ribeirão
Economia

Inadimplência chega 
a 9,2 mi de empresas

ReproduçãoO número de companhias no vermelho atingiu um novo pico e chegou a 9,2 milhões de Cadastros Nacionais de Pessoas Físicas (CNPJs) em julho, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil

Inadimplência chegou a 9,2 milhões de empresas em julho e dívidas somaram R$ 238,6 bilhões, revela Serasa Experian

O número de companhias no vermelho atingiu um novo pico e chegou a 9,2 milhões de Cadastros Nacionais de Pessoas Físicas (CNPJs) em julho, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil.

No período, o total de dívidas inadimplidas atingiu 67,2 milhões, somando R$ 238,6 bilhões. Em média, cada negócio inadimplente acumulou 7,3 contas negativadas, com dívida média de R$ 25.983,88 por CNPJ e tíquete médio de R$ 3.551,59.

Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, a permanência da inadimplência em níveis elevados ocorre em um momento em que as condições financeiras continuam restritivas. “Apesar dos cortes recentes da Selic, ainda não observamos uma mudança estrutural nas condições financeiras”, diz.

“O mercado continua precificando juros elevados por um período prolongado, e é essa expectativa que influencia diretamente o custo de financiamento e a capacidade das empresas de rolar suas dívidas. Ao mesmo tempo, a atividade econômica entra em uma trajetória mais clara de desaceleração”, afirma.

“Portanto, temos uma combinação de custo financeiro ainda alto com menor dinamismo da receita, que mantém o ambiente bastante desafiador para a regularização dos passivos”, emenda

Setores inadimplentes e perfil das dívidas – Do total de empresas que estavam negativadas em julho, 55,8% eram do setor de “Serviços”. Na sequência apareceram aquelas do “Comércio” (32,1%), “Indústria” (8,0%) e do segmento “Primário” (1,0%).

Perfil das dívidas inadimplidas – Em relação à origem das dívidas inadimplidas, o maior peso ficou com “Serviços” (31,7%), seguido por “Bancos/Cartões” (19,7%). Na sequência apareceram “Cooperativas” (8,5%), “Utilities” (6,9%) e “Telefonia” (6,2%). As instituições financeiras, considerando “Bancos/Cartões” e “Financeiras”, concentraram 24,3% das pendências, enquanto 75,7% estavam fora desse grupo.

Visão regional – Regionalmente, o Sudeste concentrou o maior volume de empresas inadimplentes em julho de 2026, com destaque para São Paulo (3.147.102), seguido por Minas Gerais (915.410) e Rio de Janeiro (870.189). Na sequência apareceram Paraná (607.497) e Rio Grande do Sul (533.041).

Micro e pequenas – As micro e pequenas empresas seguiram como maioria expressiva da inadimplência empresarial no país em julho, com 8,7 milhões de CNPJs negativados. O grupo concentrou 60,5 milhões de dívidas, que somaram R$ 206 bilhões. Em média, cada micro e pequena empresa acumulou 6,9 contas negativadas, com dívida média de R$ 23.574,33 e ticket médio de R$ 3.403,77.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM


PIB cresce 0,5% no segundo trimestre

Redacao 5

Dólar recua 0,47% 
e fecha a R$ 5,15

Redacao 5

Aberta adesão ao 
Simples Nacional

Redacao 5

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade