Tribuna Ribeirão
Economia


PIB cresce 0,5% no segundo trimestre

Wenderson Araujo/Trilux CNA
O PIB da agropecuária subiu 2,8% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro:de janeiro a junho, cresceu 3,6% ante o mesmo período de 2025


No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na comparação com a primeira metade de 2025, segundo o IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – soma de todas as riquezas produzidas no país – registrou alta de 0,5% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro, segundo as Contas Nacionais Trimestrais, divulgadas nesta terça-feira, 1º de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a alta foi de 2% em 2026. Ainda segundo o instituto, o PIB de abril a junho deste ano totalizou R$ 3,4 trilhões. No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na comparação com a primeira metade de 2025.

É o maior patamar da série histórica de Contas Nacionais, iniciada em 1996. O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, divulgado na segunda-feira, 31 de agosto, projeta que 2026 deve terminar com crescimento do PIB de 1,92%.

O PIB da agropecuária subiu 2,8% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro. Na comparação com o período de abril a junho de 2025, o setor teve alta de 6,8%. No primeiro semestre deste ano, cresceu 3,6% ante 2025. Em 12 meses, a alta chega a 6,2%.

O PIB de serviços subiu 0,2% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro. Na comparação com o mesmo período de 2025, teve alta de 1,5%. No ano de 2026, o PIB de serviços cresceu 0,2% ante 2025. Avança 1,7% no acumulado de doze meses.

Detalhando os dados do setor, os segmentos de serviços que mais cresceram foram informação e comunicação (2,1%), transporte, armazenagem e correio (1,1%) e atividades imobiliárias (0,2%). O comércio ficou estável, ou seja, variação nula (0%).

Houve variação negativa no segmento administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%) e em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%).

Já o PIB da indústria subiu 0,1% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro  No primeiro semestre, o crescimento foi de 1,6% e de 1,4% em doze meses. Dentro da indústria, o principal motor foi a indústria extrativa, que saltou 3,4% entre os trimestres seguidos.

O consumo das famílias recuou 0,4% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro. Na comparação com o mesmo período de 2025, avançou 0,5%. O consumo do governo, por sua vez, subiu 0,4% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre de 2026. Frente ao segundo trimestre de 2025, o consumo do governo sobe 3,1%.

A Formação Bruta de Capital Fixo , indicador que representa os investimentos, cresceu 1,2% no trimestre ante o imediatamente anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, teve alta de 1,4%. Em doze meses, recuou 0,2% ante o mesmo intervalo do ano passado.

As exportações brasileiras caíram 0,8% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, mostraram alta de 3,8%. As importações contabilizadas no PIB, por sua vez, subiram 1,8% no segundo trimestre ante o primeiro de 2026. Na comparação com o segundo de 2025, avançaram 5,5%.

A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços, e as variações porcentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial entram somente bens, e o registro foi feito em valores, com grande influência dos preços.

Ranking – O crescimento de 0,5% da economia brasileira na passagem do primeiro para o segundo trimestre coloca o país como dono da quinta maior alta do PIB nessa comparação entre trimestres imediatamente seguidos, à frente de países como Estados Unidos e China.

O ranqueamento foi divulgado pela agência classificadora de risco de crédito Austin Rating, com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), órgão ligado às Nações Unidas. Leva em consideração 50 países que já divulgaram o resultado do PIB do segundo trimestre. O topo é ocupado pela Irlanda, com expansão de 1%.

Além de figurar na quinta posição, o Brasil apresenta desempenho superior à média dos países (0,2%), dos países da Zona do Euro (0,1%) e do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido).

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