André Luiz da Silva *
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O Dia do Radialista tem duas datas, mas conta uma só história. A tradicional é 21 de setembro, ligada à regulamentação da profissão e às conquistas trabalhistas do rádio, sobretudo a partir de 1943. A oficial é 7 de novembro, fixada pela Lei Federal nº 11.327, de 24 de julho de 2006, em homenagem a Ary Barroso: compositor, músico, locutor esportivo e uma das grandes personalidades do rádio brasileiro.
Neste ano, os Rotary Clubs de Ribeirão Preto-Esperança e o Jardim Paulista fizeram uma reunião conjunta para homenagear esses profissionais. Lembramos que o rádio atravessou o aparelho de válvulas, o transistor, o automóvel, o FM, o computador, o celular, o streaming e o podcast. Mudaram os aparelhos e as plataformas, mas uma coisa permaneceu: a voz. Homenageamos também todos os que fazem o rádio e a televisão acontecerem, na locução, na produção, na técnica, na operação de áudio, no jornalismo e nos bastidores.
Também viajamos pela história do rádio em nossa cidade, que começou em 23 de dezembro de 1924, com a fundação da Rádio Club de Ribeirão Preto (PRA-7): a primeira do interior paulista, a primeira fora de uma capital brasileira e a sétima emissora do país. Outro marco ocorreu em 1956, com a inauguração o Palácio do Rádio, na esquina da Avenida Dr. Francisco Junqueira com a Rua Barão do Amazonas.
Hoje, muita coisa mudou. Por determinação do Ministério das Comunicações, as rádios AM de alcance local migraram para o FM, e a cidade tem dezenas de emissoras para todos os gostos. A Rádio Web democratizou ainda mais a comunicação e permitiu que grandes nomes, fora do circuito comercial tradicional, continuassem fazendo a alegria de seus ouvintes.
Listar grandes nomes do rádio local pode gerar polêmica, mas vamos arriscar, deixando ao leitor a liberdade de fazer a sua própria lista. Continuam em atividade: Iris Ribeiro, Antonio Carlos Morandini, Wilson Rocha, J. Beschizza e Gil Santiago. Começaram aqui e conquistaram o Brasil: Paulinho Boa Pessoa, Eraldo Pereira, Boni, Moacir Franco, Datena e Celso Portioli. Não podemos esquecer as vozes femininas: Fran Morena, Vania Mara, Nana Gualdoli, Rosemeire Talamone, Mel Vieira (Rádio USP), Kelly Dias, Glauce Galavotte, Sandra Lambert, Roberta Tiepo e Darcy Vera.
Entre os técnicos, destacamos Carlos Casalli, José Mauro Ávila, Adolfo Garcia Ruggiero (Tuca), José Carlos (Zé Beleza), Rodrigão, Neulys Santos, Lucas Muniz e Marco Antonio Torres.
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Estão em nossa memória e na “Rádio da Eternidade”: Romildo Bazan (Sabido), Ricardo Tardelli, Adalberto Valadão, César Bruno, Mauro Santos, Ciro Marçal, Renê Andrade, Carlos Calixto, Manoel Branco, Wilson Toni e Roberto Ribeiro.
Se ouvir rádio é uma tradição que nasce em família, ser radialista também, como nos casos de Jovino Campos e os filhos Dácio Campos e Vera Nice; Família Corauci; Lina Dornelas e Apolinário; Celso Luiz e André; Márcia Heloísa e Luis Schiavoni; Cumpadre Mineiro e Nho Val; Família Gasparini; Gera e Vinícius; e a querida Família Caparelli.
Faltou algum? Esqueci a nova e competente geração? Então registre você: mande um alô ao radialista preferido, àquele que marcou a sua vida.
Milhões de ouvintes seguem sintonizados ou conectados no carro, no trabalho, em casa. Escolhem o rádio pela confiança, pela gratuidade e pelo vínculo afetivo com esse companheiro fiel que, além de notícia, informação e prestação de serviços, nos traz diversão, as melhores músicas e a capacidade de sonhar.
Do rádio de válvulas ao podcast, o que sustenta o meio é a voz de quem fala: técnicos, locutores, repórteres e famílias inteiras que fizeram dessa profissão uma tradição. Ribeirão Preto, pioneira do rádio no interior, tem muito a celebrar nesta data.
Como radialista, além de parabenizar os colegas e agradecer ao público, peço que Deus nos inspire, proteja e ilumine, e nos permita seguir apresentando boas notícias e músicas e sendo a sua melhor companhia.
* Servidor municipal, advogado, escritor e radialista

