Tribuna Ribeirão
Polícia

Adolescente é baleado com a arma do pai

Pai é preso após adolescente ser baleado com arma mantida na oficina; funcionário também foi detido por esconder armamento

Armas foram localizadas no carro do funcionário da oficina e dupla acabou presa; filho de um dos detidos aguarda cirurgia para reparar o ferimento à bala (Foto: Divulgação)

Por: Adalberto Luque

Um adolescente de 13 anos foi baleado na perna direita após ter acesso a uma arma de fogo que estava em uma oficina mecânica. O caso ocorreu no final da tarde desta quarta-feira (5), na rua México, Vila Mariana, zona Norte de Ribeirão Preto, e terminou com a prisão em flagrante do pai do garoto, identificado pelas iniciais A.L.L.F., e de um funcionário da oficina, R.A.C.

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados para atender uma denúncia de disparo de arma de fogo na Rua México. Ao chegarem ao endereço, encontraram o pai do adolescente, que informou inicialmente que uma pessoa desconhecida teria efetuado um disparo do lado de fora para o interior da oficina, atingindo seu filho, G.F., de 13 anos.

O adolescente foi socorrido pela madrasta até a UPA Norte, onde permaneceu internado, aguardando cirurgia. Ainda segundo o registro policial, durante o atendimento da ocorrência, os policiais passaram a questionar o pai da vítima sobre as circunstâncias do disparo. De acordo com o boletim, ele apresentou versões contraditórias e, ao ser perguntado sobre a existência de armas de fogo no estabelecimento, afirmou inicialmente que a esposa havia retirado uma arma do local.

Após novas indagações, A.L.L.F. admitiu que mantinha armas na oficina e que havia solicitado ao funcionário R.A.C. que retirasse o armamento do imóvel e o guardasse em seu veículo.

Os dois também admitiram aos policiais, segundo o boletim, que o adolescente teve acesso a um revólver calibre 38 e, enquanto manuseava a arma, efetuou um disparo acidental que atingiu a própria perna.

Durante as buscas, os policiais localizaram no automóvel de R.A.C. um revólver calibre 38, um revólver calibre 32, uma espingarda calibre 22, além de 71 munições de calibre 38 e 33 cartuchos de calibre 22.

Questionado pelos policiais, R.A.C. afirmou que recebeu a determinação de A.L.L.F. para retirar as armas e as munições da oficina e guardá-las em seu carro. Os dois receberam voz de prisão e foram conduzidos até a Central de Polícia Judiciária (CPJ), juntamente com o armamento e as munições apreendidos. O telefone celular de A.L.L.F. também foi apreendido.

Fiança

No despacho, a delegado deixou de arbitrar fiança aos dois indiciados por entender que, em razão dos vários crimes aos quais foram indiciados, as penas máximas ultrapassam o limite previsto no artigo 322 do Código de Processo Penal. Com isso, foi mantida a prisão em flagrante até a apresentação dos investigados ao Poder Judiciário.

Ainda conforme o despacho, foram atribuídos a A.L.L.F., em tese, os crimes de omissão de cautela, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e lesão corporal culposa. Já R.A.C. foi indiciado, em tese, por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e favorecimento pessoal, por ter retirado e ocultado as armas após solicitação do proprietário, segundo consta no boletim de ocorrência. A dupla ficou à disposição da Justiça.

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