Tribuna Ribeirão
Política

Cármen Lúcia prorroga investigações sobre Dirceu, Jucá e Renan

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, prorrogou pelo prazo de 30 dias as investigações sobre o ex-deputado e ex-chefe da Casa Civil José Dirceu (PT­-SP), os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Renan Ca­lheiros (MDB-AL) e Romero Jucá (MDB-RR) e o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido ao STF a prorrogação das apura­ções por um período de 60 dias, mas Cármen decidiu estendê-las pela metade do tempo. “O prin­cípio constitucional da razoável duração do processo (artigo 5º, in­ciso LXXVIII, da CR/88) impõe­-se em benefício da continuidade da ação em respeito ao direito à sociedade, pelo que quanto menor a descontinuidade das providências processuais tanto maior o respeito àquele prin­cípio”, escreveu nas decisões.

“Daí porque deve o Estado prover os órgãos investigatórios da estrutura necessária para a rápi­da apuração das infrações penais O direito ao processo penal sem procrastinação é da vítima, do réu e da sociedade. O atraso no pro­cesso somente interessa a quem não tem razão, independente do polo ocupado na relação jurídico­-processual”, prosseguiu.

Investigações – A presidente do STF tem mantido ativos pro­cessos, entre eles investigados no âmbito da Operação Lava Jato, durante o recesso do Supremo, que volta as atividade regulares no dia 1º. Vital do Rêgo é in­vestigado, neste inquérito movi­mentado por Cármen, junto do deputado Marco Maia (PT-RS), por ter, supostamente, recebido propina para agir por interesses de empreiteiros na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, de 2014.

Instaurado com base nas de­lações de ex-executivos da Ode­brecht, o inquérito que investiga Cunha Lima mostra que os co­laboradores narraram que, em meados de 2014, ele solicitou e recebeu, por meio de um inter­mediário chamado “Luís”, o va­lor de R$ 800 mil da empreiteira. A soma teria sido repassada a Cunha Lima, então candidato a governador da Paraíba, com a expectativa de receber futu­ra contrapartida e de realizar obra de saneamento no Estado.

Objeto de investigação com deputado Zeca Dirceu (PT-PR), seu filho, José Dirceu também teve o inquérito instaurado em abril, após a delação da Odebrecht. De­latores afirmaram que, entre 2010 e 2014, foram efetuados, a pedido do ex-deputado do PT de São Paulo e ex-chefe da Casa Civil, repasses para a campanha elei­toral de Zeca Dirceu, no valor de R$ 250 mil cada, por meio do Setor de Operações Estrutura­das. O colaborador ainda afirma que esteve com José Dirceu por várias vezes, quando discutiram eventuais negócios privados que ele pudesse intermediar.
Já Calheiros e Jucá são suspei­tos de terem recebido R$ 5 mi­lhões do grupo empresarial para trabalhar pela aprovação da Me­dida Provisória (MP) 627/2017, que garantiu vantagens a empre­sas que atuavam no exterior. Os investigados negam as acusações.

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