Tribuna Ribeirão
Polícia

CASO MARIELLE – Temer diz que determinou apuração ‘no menor prazo possível’

O presidente da República, Mi­chel Temer, disse nesta segunda­-feira, 19, que determinou ao in­terventor na segurança do Rio de Janeiro, o general Walter Braga Netto, para que as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) sejam con­cluídas o quanto antes. “A deter­minação é para apurar no menor prazo possível”, disse Temer. “Falei inclusive com o general Braga Net­to na sexta-feira para enviar todos os esforços e todos recursos dis­poníveis para logo solucionar essa questão”, completou. As declara­ções do presidente foram feitas a jornalistas convidados para almoço após cerimônia de abertura do Fó­rum Mundial da Água no Palácio do Itamaraty, e divulgadas no período da tarde desta segunda-feira pela assessoria da Presidência.

A vereadora foi assassinada na noite de quarta-feira, 14, e a Polícia Civil suspeita que ela tenha sido alvo de uma execução. Recentemente a vereadora havia denunciado supos­tos abusos cometidos por PMs em Acari, na zona norte do Rio. Correli­gionários de Marielle suspeitam que ela tenha sido alvo de policiais, em­bora antes não tenha relatado ter recebido nenhuma ameaça.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Braga Netto disse que o assassinato da vereadora reforça os objetivos da ação federal no Estado, como reduzir a criminalidade.

Apuração – Mais cedo, o Minis­tério Extraordinário da Segurança Pública divulgou uma nota para es­clarecer as declarações do ministro Raul Jungmann a respeito de muni­ção de propriedade da Polícia Fede­ral encontrada na cena dos assassi­natos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Na semana passada, Jung­mann confirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que desvios acontecem “há vários anos” e inquéritos estão em andamento na PF para desco­brir os responsáveis.

Segundo o ministro, a PF já mapeou munição desse lote rou­bada em uma agência dos Correios da Paraíba e, também, desviada por um escrivão da Superintendên­cia da PF no Rio. No caso do escri­vão, ele foi preso e exonerado.

“O ministro não associou dire­tamente o episódio da Paraíba com as cápsulas encontradas no local do crime que vitimou a vereado­ra e seu motorista. Explicou que a presença dessas cápsulas da PF no local pode ter origem em munição extraviada ou desviada e informou que há outros registros de munição da Polícia Federal encontradas em outras cenas de crime sob investi­gação”, diz a nota da pasta.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Mãe de rapaz que atropelou casal pode ser investigada

Luque

Operação mira esquema de licitação em prefeitura da região

Luque

Operação São João mira traficantes na região

Luque

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade