O preço da cesta básica de alimentos essenciais nos mercados de Ribeirão Preto desacelerou de 5,98% em abril para 5,69% em maio– 0,29 ponto percentual abaixo –, sétima alta seguida após avanços de 1,60% em março, 0,62% em fevereiro, 0,97% em janeiro, 0,47% em dezembro e 2,10% em novembro. Antes, foram cinco quedas consecutivas: 0,55% em outubro, 1,91% em setembro, 1,46% em agosto, 1,64% em julho e 1,87% em maio.
Não houve coleta de preços em junho de 2025. Foram seis deflações no ano passado. Antes, vinha de três altas seguidas: de 2,59% em fevereiro, 1,54% em março e 0,77% em abril. Agora, avançou de R$ 792,05 em abril para R$ 837,13 em maio, pela primeira vez acima de R$ 800, novo recorde da série histórica e acréscimo de R$ 45,08, segundo a pesquisa.
No acumulado em doze meses, na comparação com os R$ 746,43 cobrados em maio de 2025 (registrou deflação de 1,87% na época), a alta chega a 12,15%, aporte de R$ 90,70. No ano, em relação aos R$ 724 de dezembro, sobe 15,63%, diferença de R$ 113,13
O valor da cesta básica foi de R$ 731,01 em janeiro, R$ 735,55 em fevereiro e R$ 747,35 em março. Encerrou 2025 em queda de 2,06% em comparação com o preço praticado em dezembro de 2024, quando a cesta com 13 alimentos essenciais custava de R$ 739,25, desconto de R$ 15,25. Uma das mais altas da série ocorreu em setembro de 2024, de 8,06%, segundo a pesquisa.
Encerrou 2024 com inflação acumulada de 15,3% – o aumento de 2,03% de dezembro foi o percentual mais elevado do período. O levantamento mensal é do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB) da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp).
O estudo aponta ainda que da região com menor custo (R$ 769,87) para a mais cara (R$ 891,35), o consumidor pode chegar a gastar até R$ 121,48 a mais pela compra dos mesmos 13 itens básicos. A variação chega a 15,78%, segundo a pesquisa.
Os dados do Índice Mensal de Cesta Básica foram divulgados nesta sexta-feira (30). Os analistas percorreram 15 estabelecimentos no dia 157: onze supermercados e hipermercados e quatro panificadoras distribuídas entre as cinco regiões da cidade. O levantamento não tem caráter fiscalizador.
Entre os 13 itens analisados pela amostra, os destaques do mês são a batata-inglesa (alta de 26,55%) e o feijão (9,06%). O aumento no preço do tubérculo é associada à redução da oferta nas principais regiões produtoras, em meio à proximidade do fim da temporada das águas e às chuvas recentes, que dificultaram a colheita em algumas localidades.
Já o feijão subiu em um contexto de oferta limitada, redução da área plantada, excesso de chuvas e procura relativamente firme, fatores que mantiveram as cotações pressionadas no período. Em sentido oposto, destacaram-se as quedas nos preços do café (-9,58%) e do óleo de soja (-8,85%), movimentos que contribuiu para atenuar parcialmente o avanço do custo total da cesta no mês.
O grupo alimentar que mais pesa sobre as despesas do ribeirão-pretano, com 43,84% do valor total da cesta, é o da carne. Frutas e legumes absorvem 26,74% do orçamento, seguidos de farináceos (16,98%), laticínios (5,83%), leguminosas (4,10%), cereais (1,77%) e óleos (0,74%).
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621 o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43.
Nessas condições, um trabalhador de média idade comprometeu cerca de 55,83% da renda mensal apenas com gastos alimentares em maio. Para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 122,83 horas de trabalho, o que representa acréscimo de 6,61 horas em relação a abril.
Regiões – Em maio, o valor da cesta básica de alimentos com 13 produtos ficou acima de R$ 800 em quatro das cinco regiões de Ribeirão Preto. A Central ainda detém o kit mensal básico de alimentos mais caro da cidade, no valor de R$ 891,35, queda de 0,56% e desconto de R$ 5,00 em relação aos R$ 896,35 de abril
Depois vem a Zona Sul com R$ 863,31, alta de 5,95% e R$ 48,49 a mais em relação aos R$ 814,82 do mês anterior. A Zona Leste vem em seguida com R$ 852,93, aumento de 4,79% e R$ 39,02 a mais em comparação com os R$ R$ 813,91 de abril.
Na Norte, custa R$ 821,03, alta de 10,45% e acréscimo de R$ 77,68 em relação aos R$ 743,35 do período anterior. O kit básico é mais barato na Zona Oeste: R$ 769,87, aumento de 8,57% e acréscimo de R$ 60,76 em comparação com os R$ 709,11 do mês antecedente.

