Claudio Tencati vive momento de pressão com jejum de vitórias do Pantera
Por Hugo Luque
Apesar da péssima fase do Botafogo na Série B do Campeonato Brasileiro, o técnico Claudio Tencati é tido como um dos nomes cotados pela Chapecoense, que demitiu Fábio Mathias na última segunda-feira (25), para assumir o comando da equipe na Série A. O comandante, contudo, enfatizou que pretende permanecer no Estádio Santa Cruz/Arena Nicnet.
Por outro lado, Tencati condiciona sua sequência na equipe à confiança da diretoria. Afinal, são oito jogos sem vencer para o Pantera, que está na zona de rebaixamento e vê a desconfiança vinda das arquibancadas crescer a cada nova frustração.
Caso, de fato, troque Ribeirão Preto por Chapecó (SC), casa do lanterna do Brasileirão, o profissional disputaria pela terceira vez a elite nacional. Em 2024, trabalhou durante toda a campanha de rebaixamento do Criciúma na divisão. Já no ano passado, esteve à frente do Juventude em sete partidas.
“A respeito do meu futuro com o clube, tenho compromisso. Enquanto o Adalberto [Baptista, presidente do Conselho Administrativo da SA] e o André [Leite], diretor executivo, estiverem aqui e nos passarem confiança, nossa intenção é permanecer. Agora, está óbvio que vai ter desconfiança de todo o processo, do trabalho, do momento e do resultado. Faz parte do jogo. Treinador vive de resultado e eu tenho consciência disso. Não sou imaturo. Já vivi muita coisa na vida”, afirmou o técnico de 53 anos.
Tencati voltou a destacar a importância de buscar equilíbrio para o elenco e, nitidamente incomodado com a sequência negativa, destacou que, com ou sem ele no comando, a postura do Tricolor dentro de campo precisa mudar. Todavia, o treinador fez questão de garantir que não há “corpo mole” grupo, apenas um desequilíbrio.
“Os atletas têm de sentir mais essa dor, como a gente sente, porque isso acarreta a eles. Daqui a pouco eles acham que estão blindados e a coisa não acontece. Não que falte vontade, mas falta equilíbrio e precisamos gerar mais equilíbrio para a equipe. Espero que tenhamos momentos melhores, que a gente consiga mudar esse momento difícil. Mas só tem um caminho: a gente se unir e seguir trabalhando”, completou.
O Botafogo volta a campo para tentar encerrar a “seca” na próxima segunda-feira, às 19h, fora de casa, contra a Ponte Preta, que também está no Z-4 da segunda divisão nacional.

