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Política

CPI do Master ouvirá 
prefeito de Brodowski

Divulgação
Comissão Parlamentar de Inquérito convocou ex-prefeitos para explicar investimento de R$ 15,1 milhões do Sisprev no Banco Master de Daniel Vorcaro

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara de Brodowski para investigar investimentos de aproximadamente R$ 15,1 milhões feitos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município (Sisprev) junto ao Banco Master já ouviu oito testemunhas, e o ex-prefeito José Luiz Perez (PSDB) e o atual Fábio Maximiniano Vercezi Severi (Podemos) serão os próximos a depor, na quarta-feira, 3 de junho.

Instalada em 2 de fevereiro, a CPI teria de apresentar o relatório final em 90 dias, mas foi prorrogada. Renan Valente (Podemos) preside a Comissão Parlamentar de Inquérito e Marcos Moroti (PSDB) é o relator. O colegiado ainda conta com Marjorie Scozzafave (União Brasil), Samuel Mathaus (Podemos) e Angelo Marcelo Fossa (PSB).

O Banco Master é alvo de uma investigação de fraude bilionária que resultou na sua liquidação extrajudicial pelo Banco Central em novembro de 2025, devido a graves irregularidades. A Polícia Federal apura a emissão de títulos falsos e manipulação contábil, além de crimes como gestão fraudulenta e organização criminosa.

O pedido de abertura da CPI foi feito por meio do requerimento nº 215/2025, assinado pelos vereadores Artur Pereira Lima (PL), Marcos Moroti (PSDB), Osny Martins (Republicanos) e Roni Eustáquio (PL).  De acordo com o documento, um relatório do mês de setembro de 2025, obtido no site do instituto, aponta dois investimentos: um de R$ 11,6 milhões e outro de R$ 3,5 milhões.

“Referidas aplicações levantam questões acerca da segurança, legalidade e regularidade dos investimentos efetuados, cabendo a investigação sobre a forma em que se deu o aporte de valores”, afirmam os parlamentares no documento.

Em nota enviada ao Tribuna em fevereiro, o instituto disse que “as decisões de investimento adotadas pelo Sisprev observaram integralmente a legislação federal aplicável aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), com respaldo técnico, deliberação dos órgãos colegiados competentes e realização em instituições financeiras regularmente autorizadas pelos órgãos reguladores.”

E conclui: “A eventual instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) constitui prerrogativa do Poder Legislativo municipal, e o instituto permanece tranquilo e à disposição para prestar os esclarecimentos formais cabíveis nos foros institucionais apropriados, com observância do devido processo legal.”

Outra cidade paulista que investiu dinheiro no Banco Master foi Araras . O Instituto de Previdência Municipal (Araprev) tem R$ 34 milhões aplicados em letra financeira do Banco. Segundo o Araprev, as aplicações foram feitas em 4 de março (R$ 10 milhões), 23 de maio (R$ 14 milhões) e 9 de dezembro (R$ 5 milhões) de 2024, somando R$ 29 milhões. Com os rendimentos contratados, o valor, em outubro, estaria em pouco mais de R$ 34 milhões.

A Operação Compliance Zero detectou suspeitas da emissão de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. Esses títulos teriam sido vendidos ao Banco regional de Brasília (BRB) e, após a fiscalização do Banco Central, foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. São investigados crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, dentre outros.

A Polícia Federal prendeu o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. As fraudes contra o sistema financeiro investigadas na operação podem ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões. O Banco Central também determinou a liquidação extrajudicial do Will Bank em 21 de janeiro.

O Banco Master é alvo de uma investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) de fraude bilionária que resultou na sua liquidação extrajudicial pelo Banco Central em novembro de 2025, devido a graves irregularidades. A Polícia Federal apura a emissão de títulos falsos e manipulação contábil, além de crimes como gestão fraudulenta e organização criminosa.

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