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Inadimplência bate recordes em RP

Em todo o país, bancos e cartões de crédito seguem como os principais responsáveis pelos débitos, concentrando 27,16% do total das dívidas | Créditos: Marcello Casal Jr./Ag.Br.

Ribeirão Preto fechou o ano passado com 318.910 inadimplentes em dezembro e abriu 2026 com 320.599 em janeiro, mas este número saltou a 329.633 em setembro, novo recorde da série histórica, superando em 0,17% os 329.083 de abril de 2026. São 550 a mais, segundo dados da Serasa Experian divulgados nesta quarta-feira, 4 de novembro. Também está 4,78% acima dos 314.591 do nono mês de 2025, acréscimo de 15.042.

Em comparação com os 328.060 devedores de agosto, são 1.573 a  mais, alta de 0,50%. O total de pessoas em situação de inadimplência na cidade corresponde a 44,88% da população ribeirão-pretana. Atualmente são 734.538 habitantes em Ribeirão Preto, segundo dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em agosto deste ano, com base em informações apuradas até 1º de julho.

O valor médio que cada morador da cidade devia na praça em setembro deste ano era de R$ 9.924,50, contra R$ 8.577,45 do mesmo mês de 2025, acréscimo de R$ 1.347,05 e alta de 15,70%. Em relação aos R$ 9.829,47 de agosto, são R$ 95,03 a mais, aumento de 0,97%. São 1.697.179 de dívidas, com média de R$ 1.927,58.

Com base no valor de R$ 9.924,50 por devedor, o montante da inadimplência na cidade superou R$ 3 bilhões pela sétima vez seguida e passou de R$ 3,2 bilhões pela terceira vez na história. Atingiu o recorde de R$ 3.271.442.907, contra R$ 2.698.387.416 em setembro do ano passado, R$ 573.055.491 a mais e avanço de 21,24%. Em comparação com os R$ 3.224.654.535 de agosto de 2026, são R$ 46.788.372 a mais, alta de 1,45%.

Em meio ao avanço da inadimplência no Brasil, que atingiu a marca histórica de 84,2 milhões de pessoas com contas em atraso, a Serasa anuncia o maior Feirão Limpa Nome já realizado no país. Desde terça-feira, 3 de novembro, o mutirão reúne mais de 3,3 mil empresas parceira que disponibilizará descontos de até 99%.

Pixabay

A iniciativa chega em um momento crítico para o orçamento das famílias: segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, 51,1% da população adulta brasileira está inadimplente, o maior percentual registrado desde o início da série histórica, em 2016.

O levantamento, referente a setembro, revela que o país acumula R$ 597,4 bilhões em dívidas, montante 0,90% superior ao registrado em agosto. O valor médio devido por consumidor também avançou, chegando a R$ 7.093,83, equivalente a aproximadamente 4,4 salários-mínimos.

Além do recorde no número de inadimplentes, o levantamento revela mudanças na composição das dívidas dos brasileiros. Bancos e cartões de crédito seguem como os principais responsáveis pelos débitos, concentrando 27,16% do total. Pela primeira vez, porém, as financeiras assumiram a segunda posição no ranking, passando de 20,14% para 20,66% de participação.

Com isso, ultrapassaram as contas básicas de água, luz e gás, que recuaram de 20,71% para 20,32% no período. O movimento evidencia uma mudança no perfil da inadimplência, com o avanço da participação das dívidas junto a instituições financeiras.

“A inadimplência cresceu 34,17% desde 2020 e aumentou 6% apenas de setembro de 2025 para o mesmo mês desse ano. É o maior índice da série histórica. Desde abril, observamos uma desaceleração no ritmo de crescimento, mas o número continua aumentando”, explica Aline Maciel, diretora da Serasa.

No Estado de São Paulo, os dados mostram um leve aumento (0,38%) na quantidade de inadimplentes no comparativo com o mês anterior, concentrando 20.182.059 de pessoas nessa situação. Ao todo, são mais de 102,7 milhões de dívidas que somam R$ 163,3 bilhões.

Diferentemente do movimento nacional, as contas básicas (28,3%) ainda são o principal motivo de inadimplência em São Paulo, seguidas de bancos e cartões (27,1%) e financeiras (20,3%). Com relação ao perfil do inadimplente no Estado, 51% são homens e 49% são mulheres, sendo 37,2% com idades entre 41 e 60 anos.

Feirão – Diante do cenário de endividamento recorde, a 36ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome amplia as possibilidades de renegociação para milhões de brasileiros que buscam recuperar o controle da vida financeira. Neste ano, o mutirão contará com o número recorde de 3,3 mil empresas parceiras e disponibilizará mais de 750 milhões de ofertas de negociação, volume 14% superior ao da edição realizada no mesmo período do ano passado.

Os consumidores poderão encontrar descontos de até 99% e, nas dívidas elegíveis, garantir o nome limpo na hora após o pagamento do acordo via Pix. A dimensão da iniciativa também reflete a procura dos brasileiros por alternativas para regularizar suas pendências financeiras. Somente na última edição do feirão, foram fechados mais de 10,2 milhões de acordos em todo o país.

Como negociar – Para aproveitar as ofertas, até às 23h59 do dia06 de dezembro, consumidores de todo o país podem consultar os canais oficiais da Serasa e negociar com descontos de forma online, no site https://www.serasa.com.br/, no App Serasa no Google Play e App Store e no Whatsapp – (11) 99575-2096.

Quem prefere atendimento presencial também pode recorrer às mais de 7 mil agências dos Correios, que oferecem consulta e negociação dos débitos sem qualquer cobrança de taxa até o final do feirão. Para realizar o atendimento, basta que o titular apresente um documento oficial com foto. As ofertas e condições disponíveis nas agências são as mesmas que constam no site e aplicativo da Serasa.

Negativados – O Cadastro de Pessoa Física (CPF) de 32,3% da população adulta de 26 municípios da região de Ribeirão Preto está negativado, o equivalente a aproximadamente 425 mil pessoas. O índice supera a média de 30,7% registrada em 421 cidades do interior paulista, segundo levantamento inédito da Acordo Certo.

A negativação ocorre quando uma dívida não paga é registrada em cadastros de proteção ao crédito, podendo restringir o acesso do consumidor a financiamentos e outras modalidades de crédito. Entre os municípios analisados, Serra Azul apresenta o maior percentual de adultos negativados, com 42,4%, seguida por Luiz Antônio (41%) e Guatapará (40,8%).

Ribeirão Preto ocupa a 16ª posição no ranking regional, com 31,8% da população adulta nessa condição, o equivalente a aproximadamente 196,5 mil pessoas. Já Cássia dos Coqueiros registra o menor índice, de 25%. Ao todo, 14 das 26 cidades apresentam percentuais superiores à média regional.

O levantamento também chama a atenção para o tempo de atraso das pendências financeiras. Na região, 47,7% das dívidas estão vencidas há mais de cinco anos, percentual acima dos 42,8% registrados nacionalmente.

Entre os dias 19 e 21 de novembro, a Acordo Certo levará sua unidade móvel de atendimento à Praça Carlos Gomes, no Centro de Ribeirão Preto. O serviço será gratuito, das nove às 18 horas, e permitirá que os consumidores consultem suas dívidas e verifiquem possibilidades de negociação com os credores disponíveis na plataforma.

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