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Mulher que esfaqueou estudante de medicina será julgada em RP

Ré chegou a viajar para a Espanha, onde acabou sendo extraditada e presa; ela denunciou ter sofrido estupro no país europeu

Aline será julgada por tentativa de homicídio doloso contra estudante de medicina (Foto: Redes Sociais)

| Por: Adalberto Luque |

Começa nesta quinta-feira (16 de abril) o Tribunal do Júri que vai apontar se Aline Fernanda de Siqueira Maschietto, de 40 anos, é culpada pela tentativa de homicídio contra o então estudante de medicina Diego Lima Thierbach, que teria conhecido através de um aplicativo de relacionamento.

Aline foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por tentativa de homicídio doloso, quando há intenção, por motivo torpe e meio que dificultou a defesa da vítima. Durante a tramitação do caso, a mulher foi morar na Espanha onde, em novembro de 2023, denunciou o filho do presidente do Tribunal Constitucional do país por estupro. Recuou dias depois e retirou a denúncia, mas ganhou fama internacional e chamou a atenção das autoridades brasileiras.

Então, foi alvo de mandado de prisão preventiva com validade até 2042 e passou a ser considerada foragida, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por causa da facada em Thierbach. Aline foi presa em dezembro daquele ano e acabou sendo extraditada para o Brasil em junho de 2024.

Durante audiência de instrução, em 8 de outubro de 2024, graças a um recurso da defesa, a acusada foi solta para responder em liberdade. O julgamento começa às 10h00 de 16 de abril, na 2ª Vara do Júri e das Execuções Criminais de Ribeirão Preto.

O juiz José Roberto Bernardi Liberal vai presidir a sessão e sete jurados vão definir o destino de Aline. Se condenada, está sujeita a uma pena que varia entre 6 e 20 anos de reclusão. A reportagem entrou em contato com a defesa, mas não recebeu retorno.

Relembre o caso

Uma mulher é acusada de tentativa de homicídio doloso contra um estudante de medicina em Ribeirão Preto. Segundo denúncia do Ministério Público, o crime teria sido motivado por ciúmes e praticado com meio que dificultou a defesa da vítima.

Ré, que chegou a denunciar estupro na Espanha acabou presa e extraditada para o Brasil (Foto: Redes Sociais)

De acordo com a acusação, os dois se conheceram em 2021 por um aplicativo de relacionamentos e chegaram a se encontrar no mesmo ano. Depois, a mulher viajou para o México, onde ficou por quatro meses, mantendo contato com o estudante por mensagens.

Em março de 2022, após retornar ao Brasil, eles se encontraram em um flat na Avenida Presidente Kennedy, na zona Leste da cidade, onde passaram a noite. No dia seguinte, o estudante convidou uma garota de programa, que permaneceu no local por cerca de 15 minutos.

Após a saída dela, ainda segundo a denúncia, a mulher iniciou uma discussão por ciúmes, agrediu o estudante com chutes e socos e tentou golpeá-lo com facas. Ele sofreu cortes nos braços e tentou fugir, mas foi impedido. Na sequência, foi atingido com golpes de faca nas costas e nos ombros.

Um funcionário do flat relatou ter ouvido gritos e, ao arrombar a porta, encontrou o estudante tentando se defender. Duas facas com sangue estavam no chão. A segurança separou o casal e a Polícia Militar foi acionada. A mulher recusou atendimento médico.

O estudante foi socorrido, passou por cirurgia e ficou internado por dez dias, sendo cinco na UTI. Devido a uma infecção, retornou à unidade por mais quatro dias. A perícia apontou que as lesões foram graves, com risco de morte.

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