Fernando Junqueira *
Em um mundo cada vez mais conectado digitalmente, mas muitas vezes distante nas relações humanas, o associativismo se torna ainda mais importante. Especialmente para os jovens e universitários, aprender a participar de entidades, construir redes de relacionamento, compartilhar conhecimento e atuar coletivamente é um diferencial que vai muito além da formação técnica.
As universidades são fundamentais para formar profissionais competentes. Mas o mercado e a sociedade exigem também liderança, capacidade de diálogo, visão coletiva e compromisso social. E é justamente nesse ponto que o associativismo exerce um papel transformador.
Participar de uma entidade como a AEAARP permite ao estudante sair da sala de aula e entrar em contato com profissionais experientes, empresários, gestores públicos e lideranças de diferentes áreas. É uma oportunidade de ampliar horizontes, entender melhor os desafios das cidades e perceber como a atuação profissional dentro do associativismo impacta diretamente a vida e as carreiras profissionais.
O associativismo ensina algo que dificilmente se aprende apenas nos livros: ninguém constrói nada sozinho. Debates sobre as profissões, o profissionalismo, as defesas sobre temas importantes em políticas públicas e soluções sustentáveis surgem do diálogo, da cooperação e da união de diferentes competências.
Na AEAARP, os universitários encontram um ambiente plural, aberto e dinâmico. A entidade promove palestras, cursos, encontros técnicos, debates, eventos culturais e ações de integração entre profissionais e estudantes. São experiências que ajudam os jovens a desenvolver visão crítica, relacionamento interpessoal e senso de pertencimento à profissão que escolheram.
Além disso, a entidade também estimula o compromisso com a comunidade. Um exemplo é a campanha “Civilidade nas Ruas”, que busca conscientizar a população sobre temas como sustentabilidade, descarte correto de resíduos, cidadania e responsabilidade coletiva. Quando o universitário participa de iniciativas como essa, ele entende que engenharia, arquitetura e agronomia não se resumem a cálculos, projetos ou técnicas. São profissões que ajudam a construir cidades melhores, qualidade de vida, planejamento de futuro e uma sociedade mais consciente.
O jovem que participa do associativismo desde cedo também chega ao mercado mais preparado. Aprende a trabalhar em grupo, desenvolve liderança, amplia sua rede de contatos e compreende melhor os desafios reais da profissão. Em muitos casos, essas conexões geram oportunidades de estágio, emprego, parcerias e crescimento profissional.
O associativismo também desperta cidadania. Participar de uma entidade ajuda o jovem a desenvolver empatia, responsabilidade social e espírito colaborativo. São valores essenciais para qualquer profissão e para a construção de uma sociedade mais equilibrada.
Por isso, é fundamental que os universitários conheçam, entendam e pratiquem o associativismo desde o início de sua trajetória acadêmica. O aprendizado técnico é indispensável, mas a formação humana, social e coletiva faz toda a diferença na construção de profissionais mais preparados para os desafios do presente e do futuro.
A AEAARP acredita na força da juventude e entende que abrir espaço para os universitários é investir não apenas nas profissões, mas também no desenvolvimento da cidade e da sociedade. Afinal, o futuro se constrói com conhecimento, participação e união.
* Presidente da Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEAARP)

