Raquel Montero *
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A Caixa Econômica Federal liberou o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pessoas moradoras de Ribeirão Preto/SP que tiveram prejuízos em suas moradias em decorrência da tempestade que ocorreu no dia 24 de julho. A medida permitirá o saque do FGTS até o valor de R$ 6.220,00 (seis mil e duzentos e vinte reais) por pessoa, para as pessoas repararem os prejuízos que tiveram em suas moradias.
Com isso, a Prefeitura de Ribeirão iniciou na segunda-feira, dia 03, o pré-cadastro dos imóveis danificados para encaminhamento à Caixa. As pessoas podem realizar o cadastro pela internet, ou presencialmente em 14 pontos de atendimento espalhados pela cidade. A Caixa será responsável pela análise da documentação e autorização para a liberação dos valores.
O atendimento presencial será realizado entre os dias 3 e 7 de agosto, das 9h às 17h. O Poupatempo também realizará atendimento no sábado, dia 08, das 9h às 13h. Pela internet, o cadastro pode ser feito no Portal da Prefeitura de Ribeirão Preto; https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/
Para solicitar o saque a pessoa deverá apresentar documentos que comprovem a moradia e os danos causados em decorrência da tempestade. Servem como comprovantes dos danos fotografias do imóvel, boletim de ocorrência, relatório emitido pela Secretaria Municipal de Assistência Social e da Defesa Civil.
Os pontos de atendimento presencial são os seguintes;
1.Regional Norte
Avenida Saudade, 2.182, com entrada pela Rua Aliados, 1.411 – Campos Elíseos
Regional de Bonfim Paulista
Rua Professor Almada, 566 – Bonfim Paulista
3.Regional Oeste
Rua Zilda Faria, 655 – Jardim Cristo Redentor
Caterp
Avenida Francisco Junqueira, 2.625 – Jardim Macedo
CREAS 3
Rua Guido Borsaro, 594 – Jardim Bandeirantes
CRAS 4
Rua José Antônio Bernardes, 1.055 – Jardim Arlindo Laguna
CRAS 6
Rua Francisca Paula de Jesus, 315 – Florestan Fernandes
CRAS 8
Rua Dina Sassi Steagall, 735 – Jardim Juliana
CRAS 11
Rua Luiz Cropanese Spadaro Júnior, 360 – Jardim Sílvio Passalacqua
CRAS 12
Rua Rio Xingu, 495 – Vila Albertina
EMEF Virgílio Salata
Rua Japurá, 965 – Alto do Ipiranga
CEI Anna Augusta França
Rua Júlio Ribeiro, 2.851 – Parque Ribeirão Preto
Secretaria Municipal da Saúde
Rua Duque de Caxias, 675 – Centro
Poupatempo
Agora é reparar prejuízos. Antes era a fase da prevenção e manutenção para que os prejuízos não acontecessem. Com base no que os fatos indicam, o Poder Público falhou em ambas, tanto na prevenção, quanto na manutenção.
Podemos constatar nos acontecimentos que as pessoas moradoras de Ribeirão Preto que mais tiveram prejuízos materiais foram as que moram nas regiões norte e oeste da cidade, justamente onde há mais déficit de infraestrutura urbana, de que são exemplos a falta de água, a drenagem das águas da chuva, a zeladoria de áreas verdes públicas, como parques, praças e canteiros centrais de avenidas. Até agora foram contabilizadas a perda de cerca de 1.350 árvores em decorrência do temporal.
Lembremos, a culpa não é, nunca foi e nunca será da natureza e suas manifestações. Ao contrário, a natureza só nos faz bem, e sem ela, não viveríamos.
A culpa sempre foi e sempre será da ausência de infraestrutura ou da inadequada e ineficiente infraestrutura que se faz na cidade, como aquelas que permitem que se construam prédios em áreas de preservação ambiental, desequilibrando todo o ecossistema da região, e aquelas escolhas políticas, como fez o governador Tarcísio, que cortou pela metade o dinheiro que deveria ser destinado para prevenção a enchentes no estado, que era de 297 milhões em 2025, e esse ano ficou em 140 milhões, mesmo com Ribeirão Preto constando na lista do Governo Federal como uma das cidades com risco de desastres. Ai depois, claro, vem a consequência, a que se chama de “temporal”.
* Advogada, pós-graduada em leis e direitos

