A Central Telefônica – 192 – do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Ribeirão Preto recebe, por dia, uma média de 12 ligações de pessoas que, na falta de algo mais útil para fazer, ligam para passar algum tipo de trote e tentar acionar, inutilmente, uma das ambulâncias do serviço.
O número impressiona. Pela média, o número de trotes nos cinco primeiros meses do ano é de aproximadamente 1.812. Em todo o ano passado, o Samu contabilizou 5.493 ligações desse tipo, o equivalente a uma média de pouco mais de 15 ocorrências por dia. Nesses números não estão incluídas as ligações com pedidos indevidos. Ou seja, os serviços não emergenciais, que já totalizam, neste ano, cerca de 18 pedidos diários.
Entre eles estão casos de pequena gravidade que não exigem o envio de uma ambulância ou solicitações não emergenciais, como levar alguém para uma consulta médica, troca de sonda nasogástrica e queixas de sintoma de febre há mais de um dia.
Nessas ligações, os atendentes analisam o problema e a necessidade do socorro imediato a partir de um questionário que avalia a gravidade, baseado em protocolo de urgências e emergências, que inclui, por exemplo, sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e de crise convulsiva, orientando a pessoa sobre os procedimentos a serem adotados.
166 ocorrência diárias em Ribeirão
Por dia, o Samu atende 166 ocorrências com o envio de ambulâncias, seja de suporte básico ou de suporte avançado, quando necessário. Atualmente, o Samu de Ribeirão Preto possui 17 ambulâncias, sendo quatorze de Suporte Básico (USB) e três Unidades de Suporte Avançado (USA). Na Unidade de Suporte Básico, o resgate é feito por um condutor socorrista e um técnico em enfermagem. Elas são utilizadas em casos de urgência, em que há necessidade de pronto atendimento, mas sem risco de morte iminente.

Já na Unidade de Suporte Avançado (USA), o resgate é feito por um condutor socorrista, um médico e um enfermeiro. Esse tipo de viatura é acionado nos casos em que há necessidade de intervenção médica imediata. O serviço também tem 255 funcionários entre motoristas, administrativos, profissionais da Central Telefônica e da área da saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem.
Ribeirão Preto também tem o Grau
Além do Samu, Ribeirão Preto possui o Grupo de Resgate e Atenção às Urgências e Emergências (Grau). O serviço de resgate médico de alta complexidade é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde e atua em conjunto com o Corpo de Bombeiros e o Grupamento de Radiopatrulha Aérea – Helicópteros Águia – em ocorrências gravíssimas.
Funciona pelo telefone 193, em casos que exijam suporte médico avançado, como paradas cardiorrespiratórias ou traumas graves causados, principalmente, por acidentes de trânsito. A viatura funciona como UTI móvel e é composta por médico e enfermeiro especializados em emergências e resgate.
Em Ribeirão Preto, o Grau possui uma viatura de suporte avançado e duas motos para atendimento. O Samu e o Grau também trocam informações entre si para verificar, quando necessário, a disponibilidade de cada um para realizar, com mais rapidez, o atendimento das ocorrências mais graves. O Grau realiza, em média, 12 atendimentos por dia.
Zona Norte deverá ter Central do Samu
A Zona Norte de Ribeirão Preto deverá ganhar uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O projeto que cria o novo equipamento foi aprovado pela Câmara de Vereadores na gestão do então prefeito Duarte Nogueira. Atualmente, o projeto está sendo analisado pela Secretaria Municipal de Saúde do governo do prefeito Ricardo Silva e deve começar a ser implementado neste ano.
Funcionará em área anexa ao Pronto Atendimento de Saúde Mental (PAN), inaugurado no imóvel onde funcionava a Unidade Básica e Distrital de Saúde (UBDS) Sérgio Arouca, na Rua Bruno Pelicani, nº 70, no Quintino Facci II.
Pacientes ganharam novo sistema de transporte
Em abril, a Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, mudou o sistema de transporte de pacientes – incluindo os cadeirantes – para atendimentos médicos. O sistema, que era coletivo e realizado por vans, passou a ser individual, em carros, e ganhou o nome Vai e Vem.

Com a mudança, a administração afirmou, na época, que encerrou o modelo conhecido como “pinga-pinga”, no qual os veículos realizavam múltiplas paradas antes de chegar ao destino final. A proposta, segundo a prefeitura, foi reduzir o tempo de deslocamento e oferecer mais conforto, especialmente a pacientes em condições clínicas mais sensíveis.
Cerca de 200 cadeirantes utilizavam o serviço em vans, com viagens diárias programadas, além de atendimentos esporádicos. Para esse público, o novo modelo implantado passou a contar com veículos adaptados, equipados com plataforma elevatória.
Já entre os pacientes não cadeirantes, há uma média de 232 pessoas em tratamento de saúde, que passaram a ser transportadas em veículos leves, não adaptados, destinados a viagens individuais.
A empresa Sentran, que realiza o serviço, foi contratada pelo valor de R$ 69.483.264,60 para um período de cinco anos e deverá realizar cerca de 500 viagens por dia. Nos primeiros dias, o novo serviço foi alvo de muitas reclamações, mas atualmente os problemas, como atrasos nas viagens, foram resolvidos.

