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Turismo

Viagens em busca das origens ganham espaço entre turistas

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Viajar deixou de ser apenas uma oportunidade de conhecer novos lugares. Cada vez mais, os roteiros de experiência despertam o interesse de pessoas em busca de conexões mais profundas com a história, a cultura e as próprias origens. Entre as tendências do turismo para os próximos anos estão as chamadas viagens de ancestralidade, que propõem uma imersão em territórios que ajudaram a moldar a identidade de um povo.

Mais do que conhecer novos cenários, as viagens de ancestralidade propõem uma experiência de reflexão sobre as origens, a memória e os caminhos que ajudaram a construir a identidade brasileira | Divulgação

Para os brasileiros, poucos destinos simbolizam tanto essa busca quanto a Amazônia e a África Ocidental. Embora separados pelo Oceano Atlântico e marcados por paisagens e histórias distintas, ambos ajudam a compreender aspectos fundamentais da formação cultural do Brasil.

Na Amazônia, a experiência passa pelo contato com a floresta, os rios e as comunidades tradicionais. Já na África Ocidental, o percurso convida a uma reflexão sobre as origens de grande parte da população brasileira, a diáspora africana e as conexões culturais que permanecem presentes na música, na religiosidade, na culinária e nas manifestações populares do país.

A tendência também tem sido incorporada por operadoras especializadas em viagens de conhecimento. Uma delas é a Latitudes Viagens de Conhecimento, empresa brasileira especializada em roteiros temáticos acompanhados por historiadores, pesquisadores, cientistas e especialistas de diferentes áreas. Neste segundo semestre, a operadora tem viagens confirmadas para a Amazônia e para a África Ocidental, com propostas voltadas à compreensão das origens culturais e históricas do Brasil.

Na Amazônia, o percurso navega pelo Rio Negro e alguns de seus afluentes, passando por áreas de grande relevância ambiental e cultural, como o Encontro das Águas, o Arquipélago de Anavilhanas e o Parque Nacional do Jaú.

Já o roteiro pela África Ocidental percorre Senegal, Benim, Togo e Gana, incluindo locais de grande significado histórico, como a Ilha de Gorée, no Senegal, e os antigos portos ligados ao tráfico transatlântico de escravizados.

Amazônia: um mergulho nas origens naturais do Brasil

Objetivo é compreender como determinados povos, territórios e acontecimentos ajudaram a formar a identidade de uma sociedade. Em destaque o Rio Negro | Divulgação

A Amazônia abriga a maior floresta tropical do planeta e desempenha papel fundamental na identidade e na biodiversidade brasileira. O bioma ocupa cerca de 60% do território nacional e concentra a maior bacia hidrográfica do mundo.

Entre os destaques da região estão o Encontro das Águas, em Manaus, onde os rios Negro e Solimões correm lado a lado por vários quilômetros sem se misturar, o Arquipélago de Anavilhanas, considerado um dos maiores arquipélagos fluviais do planeta, e o Parque Nacional do Jaú, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade.

A experiência amazônica também inclui o contato com comunidades ribeirinhas, que preservam modos de vida ligados ao rio, à pesca e ao extrativismo sustentável, revelando um Brasil muitas vezes desconhecido até mesmo pelos próprios brasileiros.

África Ocidental e as raízes do Brasil

Grande parte dos africanos trazidos à força para o Brasil entre os séculos XVI e XIX partiu de regiões que hoje correspondem a países como Senegal, Benim, Togo e Gana. A herança desses povos está presente em manifestações religiosas, na música, na culinária, na língua e em diversas expressões culturais brasileiras.

Mais do que visitar um destino, as viagens de ancestralidade buscam aproximar o viajante de suas referências culturais e históricas | Divulgação

Entre os locais mais simbólicos dessa história está a Ilha de Gorée, no Senegal, primeiro sítio africano reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco e um dos maiores símbolos da diáspora africana.

No Benim, a cidade de Ouidah foi um dos mais importantes portos de embarque de pessoas escravizadas rumo às Américas e é considerada um dos principais centros da cultura Vodun, cujas influências chegaram ao Brasil e ajudaram a moldar religiões e manifestações culturais afro-brasileiras.

Já em Gana, os castelos de Elmina e Cape Coast permanecem como testemunhos materiais do tráfico transatlântico, preservando uma memória fundamental para compreender a formação histórica e cultural do Brasil.

Serviço

Latitudes Viagens de Conhecimento
Site: www.latitudes.com.br
E-mail: [email protected]

Roteiros confirmados para 2026

– Amazônia (Rio Negro): de 2 a 7 de agosto.

– África Ocidental (Senegal, Benim, Togo e Gana): de 19 de agosto a 2 de setembro.

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